Crescente Vermelho confirma morte de um de seus funcionários na Síria

Genebra, 20 set (EFE).- Um funcionário do Crescente Vermelho Síria (SARC) morreu na segunda-feira no ataque contra um comboio humanitário que descarregava assistência na região de Aleppo, confirmou nesta terça, o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho.

Além disso do funcionário do SARC, um número indeterminado de civis morreu e muitos outros ficaram feridos no ataque, confirmou o porta-voz da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), Benoit Carpentier.

"Por enquanto ainda estamos recopilando a informação. O único que podemos confirmar é a morte de um representante da SARC, mas sabemos que dezenas de civis ficaram feridos", explicou o porta-voz, que também falou em nome do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"Condenamos este ataque horrível que não fará mais do que aumentar o sofrimento de milhares de pessoas", disse Carpentier, que disse que o presidente do CICV, Peter Maurer, definiu o ataque como "inaceitável".

O comboio tinha sido organizado pelas Nações Unidas e transportava assistência de diversas agências humanitárias da ONU, e estava sendo implementado no terreno pela Cruz Vermelha.

Dos 31 caminhões que formavam o comboio, 18 ficaram totalmente destruídos, deixando dezenas de milhares de pessoas sem assistência vital para sua sobrevivência.

O porta-voz indicou que uma clínica de saúde também foi destruída embora não pôde dar mais detalhes sobre o que ocorreu exatamente com este centro.

Os caminhos transportavam ajuda de primeira necessidade para 78 mil pessoas que sobrevivem na zona de Urum al Kubra, no oeste da província setentrional síria de Aleppo, que não recebia assistência desde julho, especificou o porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Jens Laerke.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o comboio transportava material de primeiros socorros, remédios para queimaduras, para doenças crônicas, como diabetes, assim como outros materiais médicos.

O Unicef informou que os caminhões transportavam material educativo e roupa e cobertores para o inverno.

Além disso, o comboio transportava farinha e outros alimentos. EFE

mh/ff

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