Macri aborda soberania das Malvinas em rápida conversa com Theresa May

Buenos Aires, 20 set (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, trocou breves palavras nesta terça-feira com a primeira-ministra britânica, Theresa May, sobre as ilhas Malvinas, sob domínio do Reino Unido e cuja soberania é reivindicada pelo país sul-americano.

A rápida conversa aconteceu durante um almoço oferecido hoje pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, aos chefes de Estado que participam da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York.

"No almoço cumprimentei Theresa May e lhe disse que estou pronto para começar um diálogo aberto que inclua, certamente, o tema da soberania das Ilhas Malvinas", disse Macri em declarações divulgadas pela agência estatal argentina "Télam".

"Foi um minuto, foi algo muito informal", ressaltou Macri, acrescentando que May lhe respondeu que "sim, que seria preciso começar a conversar".

O diálogo aconteceu depois que, em seu discurso perante a Assembleia Geral, Macri defendeu o caminho do diálogo para que a Argentina e o Reino Unido possam solucionar "a disputa de soberania" pelas Ilhas Malvinas.

"O diálogo e a solução pacífica de controvérsias é a pedra fundamental da política externa da Argentina democrática", salientou Macri em relação ao conflito pelas Malvinas, eixo de uma guerra entre Argentina e Reino Unido em 1982.

"Por isso reitero nosso chamado ao diálogo com o Reino Unido, como mandam tantas resoluções desta organização, para solucionar amigavelmente a disputa de soberania que temos há quase dois séculos", completou o presidente da Argentina em seu discurso perante a ONU.

Na semana passada a chancelaria argentina e o Reino Unido emitiram um comunicado conjunto durante a visita do ministro de Estado britânico para Europa e América, Alan Duncan, a Buenos Aires.

Nesta declaração, ambos países se comprometeram a "estreitar ainda mais" seus vínculos bilaterais e a estabelecer um "diálogo" para "melhorar a cooperação" em todos os assuntos "de interesse recíproco" do Atlântico Sul, onde ficam as Malvinas.

O texto fazia referência à intenção de "remover" obstáculos que "limitam" o crescimento e desenvolvimento sustentável do arquipélago e anunciava o estabelecimento de duas escalas aéreas adicionais mensais em território continental argentino, mas não aprofundava no assunto da histórica reivindicação argentina de soberania.

Macri disse que em sua breve conversa com May "não houve nenhuma referência à declaração conjunta" da semana passada, um documento no qual, segundo o presidente argentino, "cada um coloca o que quer discutir".

"Nós colocamos o tema de soberania e de pesca, e eles a exploração de petróleo e a conexão aérea com a ilha", detalhou o presidente da Argentina.

"Em algum momento, o que é óbvio, que é que as Malvinas são argentinas, vai acontecer, mas, se não começarmos o diálogo, é tempo perdido, que é o que aconteceu nos últimos 12 anos", destacou Macri nas declarações após seu rápido encontro com May.

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