Obama defende que "qualquer forma de fundamentalismo" seja rejeitada

Nações Unidas, 20 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira em seu discurso na Assembleia Geral da ONU que "qualquer forma de fundamentalismo e racismo" deve ser rejeitada, e defendeu a "democracia real" frente aos modelos autoritários conduzidos por "homens fortes".

Obama disse que, diante dos desafios atuais, não lhe surpreende que alguns vejam, de forma equivocada, a solução em modelos autoritários frente a "governos inclusivos" e que respeitam o Estado de Direito e os Direitos Humanos.

"Devemos rejeitar qualquer forma de fundamentalismo e racismo, e a crença em uma superioridade étnica que torna nossas identidades tradicionais irreconciliáveis com a modernidade", enfatizou Obama em seu oitavo e último discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Em seu lugar, temos que abraçar a tolerância que resulta do respeito a todos os seres humanos", acrescentou o presidente americano.

Além disso, Obama alertou que é preciso um "melhor modelo de cooperação" e integração entre os países, ao invés de um "mundo profundamente dividido".

"Devemos seguir em frente, não para trás", disse o chefe de Estado americano, ao mencionar entre os progressos conseguidos durante seus quase oito anos de mandato a melhora da economia internacional, a aproximação com Cuba e o acordo de paz na Colômbia.

Por outro lado, Obama garantiu que cercar seu país com muros seria o mesmo que "encarcerá-lo", em uma crítica ao candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, e suas propostas isolacionistas.

Sobre os desafios atuais, entre os quais mencionou a não proliferação nuclear, o combate a doenças como a zika e a crise dos refugiados, Obama disse que todos os países têm que "fazer mais".

Para o presidente americano, o mundo "será mais seguro" se os refugiados receberem ajuda, ao mencionar que alguns países estão fazendo o correto, enquanto outros não.

Obama também falou sobre desigualdade econômica e o abismo existente entre ricos e pobres, e afirmou que um mundo no qual 1% da população controla "mais riqueza" que os outros 99% "nunca será estável".

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