Pai de Rahami alertou polícia sobre filho ser terrorista em 2014

Nova York, 20 set (EFE).- O pai do homem acusado de participar dos ataques em Nova York e Nova Jersey, Ahmad Khan Rahami, alertou em 2014 às autoridades que seu filho era terrorista, publicou nesta terça-feira o jornal "The New York Times".

Agentes federais tomaram nota da declaração de seu progenitor, Mohammed Rahami, uma denúncia que foi transferida então ao Grupo de Trabalho contra o Terrorismo que é dirigido pelo escritório do FBI de Newark.

Os oficiais abriram então o que é conhecido como uma "avaliação", o primeiro passo para uma investigação do FBI, e se reuniu com o pai de novo, embora nesta ocasião o progenitor desmentiu sua denúncia prévia alegando que fez o comentário porque "estava zangado" com seu filho.

Segundo as fontes da informação, não está claro se os agentes chegaram a se reunir com o próprio Rahami.

Em declarações aos jornalistas que nesta terça-feira de manhã se amontoavam nos arredores do restaurante em Elizabeth (Nova Jersey), o pai reiterou sua denúncia de há dois anos.

"Entrei em contato com o FBI há dois anos", apontou aos jornalistas, segundo recolhe o jornal.

Questionado sobre o fato de seu filho ser um terrorista, ele respondeu que "não. E o FBI sabe".

A denúncia de terrorismo de Mohammed Rahami aconteceu quando seu filho foi detido após uma briga em sua casa na qual foi acusado de ferir com uma faca seu próprio irmão.

O "The New York Times" aponta que outros oficiais informaram sobre terem encontrado um caderno no qual teria escrito mensagens a favor da causa jihadista e um celular de Rahami no qual aparecem menções à rede terrorista Al Qaeda e a seu ex-líder Osama bin Laden.

Em um ponto dos escritos, com um buraco de bala e manchas de sangue, Rahami escreveu "matar o kuffar" em referência aos não fiéis.

Após a detenção do acusado na segunda-feira de manhã, os investigadores se centram em analisar o que teria motivado seu plano de colocar bombas em Nova York e Nova Jersey.

Rahami foi detido na segunda-feira após um tiroteio na cidade de Linden (Nova Jersey), horas depois que as autoridades divulgaram imagens por seu suposto vínculo com as explosões do fim de semana.

Posteriormente, a promotoria do condado de Union apresentou contra si cinco acusações por tentativa de assassinato de um dos agentes que ficou ferido durante o tiroteio prévio à detenção, e o juiz fixou uma fiança de US$ 5,2 milhões.

As investigações foram realizadas no meio de um reforço das medidas de segurança em Nova York, por causa do debate de alto nível da Assembleia Geral da ONU, que reúne desde hoje mais de 100 governantes.

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