Brasil e outros 3 países voltam a pedir reforma do Conselho de Segurança

Nações Unidas, 21 set (EFE).- Brasil, Alemanha, Índia e Japão decidiram intensificar nesta quarta-feira as discussões sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU, a fim de adaptá-lo às realidades do século 21.

Os ministros das Relações Exteriores do chamado G4, que defendem há anos uma ampliação do Conselho de Segurança, lamentaram a falta de progressos em comunicado conjunto depois de se reunir em Nova York.

Na nota, José Serra e os demais chanceleres insistiram que o principal órgão de decisão das Nações Unidas "tem que levar em conta as realidades geopolíticas do século 21" e adaptar-se para responder aos "crescentes desafios globais".

"É preciso mais do que nunca um Conselho mais representativo, legítimo e efetivo", defenderam os ministros, se comprometendo a continuar trabalhando com esse objetivo.

Os quatro países pretendem ser membros permanentes do Conselho de Segurança, um privilégio com o qual atualmente só contam Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.

Além disso, o G4 apoia uma representação regional mais equitativa, incluindo uma presença permanente da África.

Por sua parte, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abordou ontem em sua despedida perante os líderes internacionais a importância de reformar o Conselho, e disse que não fazer isso põe em risco sua legitimidade.

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