Afeganistão e grupo insurgente assinam acordo de paz

Cabul, 22 set (EFE).- O governo do Afeganistão e o segundo grupo insurgente do país, o Hezb-e-Islami (HIA, Partido Islâmico do Afeganistão), assinaram nesta quinta-feira um acordo de paz em Cabul, quatro meses depois que este grupo anunciou sua decisão de assinar o pacto.

O acordo foi assinado pelo assessor de Segurança Nacional, Hanif Atmar, e Mohammad Amin Karim, representante do HIA, grupo liderado pelo polêmico Gulbuddin Hekmatyar, com vínculos com os talibãs e a rede Al Qaeda.

O acordo assinado em sua etapa inicial hoje permitirá o retorno de Hekmatyar a Cabul, que assinará formalmente o documento junto ao presidente, Ashraf Ghani.

Atmar disse que esperam que os dois líderes "possam assinar o acordo em breve".

O pacto, que conta com três capítulos e 25 artigos, vai representar a "anistia" para as atividades do grupo insurgente durante os últimos 14 anos, compromete o governo à repatriação "digna e sustentável" das famílias do HIA e a libertação de prisioneiros que não tenham cometido crimes.

O HIA aceita a Constituição afegã e desmobilizar todos seus grupos armados, acabando com sua atividade militar e armada no país.

Além disso, Atmar afirmou que o HIA se compromete também a "cortar todos seus laços com grupos terroristas e extremistas", particularmente aqueles envolvidos na luta contra o governo afegão.

O representante do governo destacou que a comunidade internacional apoiou este acordo e prometeu ajudar o Afeganistão a retirar as sanções contra o HIA e facilitar a situação para que este processo possa ser completamente bem-sucedido.

"Após a assinatura final, imediatamente daremos passos para eliminar as sanções contra os membros do Hezb-e-Islami", disse.

O vice-presidente do governamental Alto Conselho para a Paz, Habiba Surabi, disse ao ler um comunicado conjunto que "o processo de paz foi completado de maneira bem-sucedida, e assinado pelas duas partes hoje".

O pacto com o HIA é o único progresso feito pelo governo em sua intenção de levar os atores do conflito armado afegão à mesa de negociação e a um processo de paz que acabe com anos de conflito. EFE

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