Trump defende prática de detenção e registro para conter violência nos EUA

Washington, 22 set (EFE).- O candidato presidencial republicano, Donald Trump, se mostrou nesta quinta-feira a favor da polêmica prática policial conhecida como "stop and frisk" (detenção e registro) para combater a violência nos EUA, após os distúrbios raciais vividos em Charlotte (Carolina do Norte).

"A polícia é preventiva, se vê uma pessoa possivelmente com uma arma ou acredita que pode ter uma arma, revista essa pessoa e confisca a arma", afirmou o magnata nova-iorquino em entrevista à "Fox".

"Se a arma for tirada, o agressor não tem como disparar", acrescentou Trump, que se definiu como o candidato da "lei e ordem".

Charlotte se encontra em estado de emergência depois que o governador da Carolina do Norte, Pat McCrory, anunciou e mobilizou a Guarda Nacional após a cidade viver na noite da quarta-feira um segunda onda de distúrbios depois da morte de um homem negro em um suposto caso de violência policial.

Nesses protestos um pessoa foi gravemente ferida e vários policiais também ficaram feridos.

Trump falou em um primeiro momento em nível nacional, embora posteriormente tenha afirmado que a proposta se referia concretamente à situação de Chicago, que sofre uma elevada taxa de homicídios, com mais de 500 só em 2016.

"Acredito que Chicago necessita de detenção e registro. Agora as pessoas podem me criticar por isso ou podem dizer o que quiserem, mas me perguntaram por Chicago e acho a detenção e registro uma fonte de lei e ordem. Temos que fazer algo. Não pode continuar do modo atual", recalcou.

Esta prática é uma controverso programa da Polícia de Nova York pelo qual os agentes detêm e revistam pessoas nas ruas, que foi declarado inconstitucional em 2013 por uma juíza federal.

Os críticos dizem que com este programa é aberta a porta à segregação na hora de realizar a ação, já que a maioria das pessoas revistadas são negras e hispânicas.

O programa foi lançando pelo ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, atual assessor de Trump na campanha eleitoral sobre questões de segurança.

O magnata imobiliário recalcou que em Nova York "foi incrível a maneira na qual funcionou".

Curiosamente, a proibição de seu uso foi um os eixos da campanha de 2013 do atual prefeito nova-iorquino, o democrata Bill de Blasio. EFE

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