Presidência da Estônia será decidida em votação neste sábado

Riga, 23 set (EFE).- A presidência da Estônia ficará entre os cinco candidatos que se submeterão à votação neste sábado de um colégio eleitoral formado por 335 integrantes, mas existe a possibilidade que nenhum deles consiga a maioria necessária para suceder o social-democrata Toomas Hendrik Ilves.

A eleição do presidente caberá ao colégio eleitoral já que nenhum dos candidatos obteve o apoio de dois terços dos deputados do Riigkogu, o parlamento desse país báltico, na sessão ocorrida no final de agosto.

O colégio eleitoral é formado pelos 101 parlamentares e por 234 representantes de governos locais, e um candidato precisa de maioria simples nesse fórum para ser designado presidente. Caso ninguém consiga ser escolhido em duas votações, a eleição voltará ao parlamento em duas semanas.

Os dois candidatos que obtiveram mais apoio na votação parlamentar de agosto voltam a concorrer ao cargo: o ex-comissário europeu Siim Kallas, do liberal Partido Reformista; e Mailis Reps, ex-ministra de Educação, que tem o apoio do Partido do Centro.

Além destes, concorrem Mart Helme, do Partido Conservador Popular; Allar Jõks, candidato independente que foi chanceler de Justiça; e Marina Kaljurand, que renunciou este mês como ministra de Relações Exteriores para lutar pela presidência nesta segunda rodada.

Kaljurand, uma política independente com mãe de origem russa, é apoiada pelo Partido Social-Democrata, mas também recebeu respaldo do Partido Reformista de Kallas, quando foi escolhida ministra das Relações Exteriores em junho de 2015.

As pesquisas a colocam como favorita, com 40% de apoio dos cidadãos estonianos, embora a escolha do presidente, um cargo de caráter representativo, não seja feita através do voto popular.

O ex-comissário europeu Kallas conta com o apoio de 18% da sociedade, segundo pesquisas publicadas em setembro.

Kaljurand poderia se transformar na primeira mulher em assumir a presidência dessa república báltica, já que a vizinha Letônia teve uma chefe de Estado entre 1999 e 2007, Vaira Vike-Freiberga, e a Lituânia conta atualmente com uma presidente, Dalia Grybauskaité.

A segunda fase da eleição presidencial na Estônia acontece em um momento no qual as três repúblicas bálticas que faziam parte da União Soviética sentem pressões crescentes da Rússia, que organizou grandes exercícios militares, em algumas ocasiões não anunciados, perto de suas fronteiras.

Por outro lado, a Otan e os Estados Unidos também vêm realizando manobras para mostrar seu apoio às três ex-repúblicas soviéticas.

Centenas de paraquedistas americanos com equipamentos de combate saltaram recentemente sobre uma base militar na Letônia após um voo de quatro horas de sua base na Itália, e aeronaves da Otan participam da denominada polícia aérea do Mar Báltico.

O cargo de presidente na Estônia tem caráter fundamentalmente representativo, mas pode adquirir mais peso internacional e político dependendo da personalidade e da agenda do eleito.

O atual presidente Ilves, que deixará o cargo após cumprir dois mandatos, o máximo permitido pela lei do país, cresceu e foi educado nos Estados Unidos.

Conhecido por sempre usar gravata borboleta, seu inglês fluente contribuiu para que Ilves fosse um convidado frequente em emissoras de televisão internacionais e americanas para apresentar a visão da Estônia e da região báltica sobre assuntos globais.

Além disso, Ilves mantém uma conta no Twitter na qual manifesta suas opiniões de forma franca, quase sempre em inglês.

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