Novos bombardeios em Aleppo deixam pelo menos 25 mortos

Cairo, 24 set (EFE).- Pelo menos 25 pessoas, entre eles crianças e mulheres, morreram neste sábado em bombardeios aéreos nos bairros orientais da cidade de Aleppo, na Síria, em mãos das facções opositoras, onde ontem também faleceram dezenas de civis.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que sete das vítimas foram registradas no bairro de Bustan al Qasr, um dos mais castigados pela atual ofensiva do Exército da Síria, que teve início na última quinta-feira. Além disso, os aviões sírios e russos tiveram como alvos os bairros de Ao Kalasa, Ao Marya, Bab al Nairab, Tariq ao Bab e Ard ao Hamra.

O número de mortos pode aumentar, já que há dezenas de feridos, alguns em estado grave, e também diversos desaparecidos, segundo informações do Observatório Sírio. As equipes de resgate ainda tentam tirar os civis soterrados nos escombros dos prédios destruídos pelos bombardeiros.

Fora da cidade, um homem e uma mulher morreram depois de um ataque aéreo contra a aldeia de Kafr Dael, na periferia oeste de Aleppo, também controlada por opositores do regime.

A Defesa Civil da Síria, composta por um grupo de voluntários que realiza trabalhos de resgate nas regiões da oposição, afirmou pelo Twitter que os bombardeios são "contínuos e indiscriminados".

Segundo a organização, todas suas equipes estão trabalhando sob "tremenda pressão" para tentar resgatar os civis ainda presos sob as ruínas das edificações.

Cinco desses voluntários, premiados nesta semana com o chamado Nobel Alternativo, ficaram feridos nos ataques.

De acordo com os dados da Defesa Civil, 70 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nos bombardeios de ontem em Aleppo.

A cidade é disputada pelas forças do regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, e rebeldes desde o verão de 2012, quando os insurgentes conseguiram conquistar grandes áreas do município, o segundo maior do país e um dos mais castigados pelo conflito.

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