EUA e UE pedem à Rússia para demonstrar vontade de salvar cessar-fogo sírio

Washington, 24 set (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores de Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e União Europeia (UE) pediram neste sábado à Rússia para demonstrar sua vontade de salvar o cessar-fogo na Síria.

Em comunicado conjunto depois de se reunir na Escola Fletcher de Direito e Diplomacia da Universidade Tufts, em Medford (Massachusetts), os representantes americano e europeus asseguraram que se requer o apoio russo para que a ajuda humanitária na Síria chegue sem impedimentos, e para "criar as condições" para o reatamento das conversas lideradas pela ONU cujo objetivo é uma transição política.

"O peso está na Rússia para demonstrar que está disposta e é capaz de tomar medidas extraordinárias para salvar os esforços diplomáticos para restabelecer um cessar-fogo", asseguraram em sua declaração o secretário de Estado americano, John Kerry, e seus colegas alemão, francês, italiano, britânico e da UE.

Os ministros do chamado Quinteto para a Síria e o representante da UE também consideraram fundamental o apoio russo para "permitir a assistência humanitária sem impedimentos e criar as condições necessárias" para o diálogo liderado pela ONU.

"A paciência com a contínua incapacidade ou falta de vontade para aderir a seus compromissos por parte da Rússia não é ilimitada", advertiram os países aliados.

Além disso, também fizeram um apelo ao Conselho de Segurança da ONU para "adotar novas medidas urgentes a fim de encarar a brutalidade" do conflito sírio, e em particular o contínuo bombardeio do qual é objeto a cidade de Aleppo.

"A denúncia pública do cessar-fogo por parte do regime sírio, os contínuos informes que o regime está utilizando armas químicas e sua inaceitável ofensiva no leste de Aleppo, com o apoio da Rússia, evidentemente contradizem a afirmação russa de que apoia uma solução diplomática", acrescentaram os ministros.

Também qualificaram em seu comunicado de "devastador" o bombardeio de um comboio de ajuda humanitária na Síria esta semana.

Por isso, fizeram um apelo a Moscou para que "tome medidas extraordinárias" para restabelecer a credibilidade dos esforços de paz, especialmente com a interrupção do "bombardeio indiscriminado por parte do regime sírio contra seu próprio povo, solapando os esforços para pôr fim a esta guerra".

Os ministros reafirmaram seu compromisso de acabar com o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) tanto na Síria como no Iraque e pediram à Rússia para cumprir "sua promessa de se concentrar realmente neste grupo" em sua intervenção militar na região.

Eles insistiram em que a Frente al Nusra, considerada o braço do grupo terrorista Al Qaeda na Síria, "é uma organização terrorista e um inimigo da comunidade internacional", que rejeita uma transição negociada e um futuro democrático na Síria, por isso que pediram a todas as facções que deixem de apoiá-la.

"Exigimos que se amplie o acesso humanitário imediato a todas as regiões da Síria", insistiram os ministros, rejeitando "os atrasos e a obstrução" por parte do regime sírio.

Também disseram apoiar "plenamente" as investigações pela ONU do uso de armas químicas por parte do regime sírio e se mostraram decididos a tomar medidas a respeito.

Rússia e EUA foram incapazes de renovar o cessar-fogo que esteve em vigor durante uma semana na Síria, até a segunda-feira passada. EFE

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