França pede mudança de estratégia na Síria a Rússia e Irã

Paris, 25 set (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, pediu neste domingo que Rússia e Irã deixem de apoiar a estratégia do regime da Síria ou, caso contrário, serão "cúmplices dos crimes de guerra cometidos em Aleppo".

Em comunicado divulgado pouco antes do início de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria, o chefe da diplomacia francesa alertou sobre a gravidade da situação vivida em Aleppo e acusou o regime do presidente Bashar al Assad de promover uma escalada militar na região.

"Peço que Rússia Irã se retifiquem e mostrem responsabilidade pondo fim a esta estratégia que não leva a lugar algum", afirmou.

O chanceler lembrou que a reunião de urgência do Conselho de Segurança foi convocada a pedido de França, Estados Unidos e Reino Unido. "O encontro deve contribuir para a cessação imediata das hostilidades, primeiro em Aleppo, e permitir o acesso da população à ajuda humanitária que eles tanto precisam", disse.

Ayrault afirmou que a trégua deve estar acompanhada de um mecanismo de acompanhamento que permita criar confiança por meio da mobilização de todos os países que fazem parte do Grupo Internacional de Apoio à Síria que queiram contribuir com isso.

"Frente à gravidade do drama que se desenvolve em Aleppo não há mais tempo a perder para salvar a população. Se trata de um momento-chave para todos os membros do Conselho de Segurança. Desejo que todos estejam à altura de suas responsabilidades", concluiu.

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