Em artigo de jornal, Hillary defende unidade entre EUA e América Latina

Miami, 1 out (EFE).- A candidata democrata à presidência, Hillary Clinton, defendeu o "poder" gerado pela "proximidade" geográfica e cultural entre Estados Unidos e América Latina, uma característica que deve ser "aceita" pelo povo americano.

Em uma coluna de opinião escrita em espanhol e publicada neste sábado na edição impressa do jornal de Miami "El Nuevo Herald", a ex-secretária de Estado afirmou que nenhuma região é "mais importante" para a prosperidade e segurança de longo prazo dos EUA que a América Latina.

"Há poder em nossa proximidade, não só nossa proximidade geográfica, mas também nossos valores, interesses e o patrimônio cultural em comum", escreveu Hillary, em um texto no qual destacou que a "interdependência" das economias entre ambas regiões, além do vínculo entre comunidades e famílias, representam uma vantagem.

"Não deveríamos construir muros contra essa realidade, deveríamos aceitá-la", afirmou, em clara alusão ao candidato republicano Donald Trump, que prometeu em mais de uma ocasião que, se for eleito, construirá um muro na fronteira com o México.

Hillary destacou que ela e seu companheiro de chapa, o senador Tim Kaine, que viveu um tempo na América Central, veem na América Latina "um potencial de democracias vibrantes, uma classe média crescente, recursos naturais extraordinários, algumas das comunidades mais diversas do mundo e um sentido de otimismo e possibilidade" que inspira.

"Donald Trump olha ao sul e só vê crime e caos. Desde o primeiro momento de sua campanha, ele menosprezou os latinos dos Estados Unidos, insultou e degradou pessoas em toda a região e prometeu construir uma muralha entre nós e nosso vizinho mais próximo", criticou, para depois afirmar que seu rival "está completamente errado".

Após celebrar os passos dados pelo atual presidente dos EUA, Barack Obama, para restabelecer relações com Cuba, Hillary ressaltou que, caso seja eleita, trabalhará com o Congresso para completar essa tarefa, porque acredita nos benefícios de uma maior interação entre os dois países.

"À medida que começamos um novo capítulo em nossa relação com Cuba, continuaremos nosso trabalho contra os abusos dos direitos humanos na ilha", frisou.

No texto, Hillary também defendeu que se mantenha "a pressão sobre a Venezuela e se trabalhe para encontrar uma solução pacífica à atual crise política e humanitária" que vive o país, como consequência "do legado do regime autoritário de Hugo Chávez e Nicolás Maduro".

"Assim que os venezuelanos expressarem seu direito constitucional de empreender uma mudança de rumo, devem saber que não estão sós. Os Estados Unidos estão com eles", salientou.

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