Estados Unidos negam ter matado cinco soldados afegãos em bombardeio

Cabul, 1 out (EFE).- O Exército americano negou neste sábado ter matado na noite de sexta-feira cinco soldados afegãos durante um bombardeio aéreo no oeste do Afeganistão, ao assegurar que as forças internacionais não combatem na área onde aconteceu o suposto incidente.

"Rejeito de maneira contundente as notícias de que um drone americano atacou tropas afegãs (...) no distrito de Bala Buluk, na província de Farah", afirmou à Agência Efe um porta-voz do Exército americano no Afeganistão, Ron Flesvig.

Segundo o porta-voz, a aviação do Exército americano não participou de bombardeios em Farah durante "a última semana", negando assim notícias publicadas ao longo do dia por veículos de imprensa locais sobre a culpa dos EUA na morte dos soldados.

Flesvig reconheceu, no entanto, que há quatro dias ocorrem fortes combates entre as tropas afegãs e os talibãs em Bala Buluk, onde "as forças aéreas afegãs ajudam as tropas no terreno (...) com bombardeios".

"Durante os quatro dias que estão combatendo, 34 insurgentes morreram e vários ficaram feridos", afirmou o porta-voz, quem acrescentou que nas fileiras afegãs também morreram dois policiais e quatro foram feridos.

As acusações contra os Estados Unidos ocorrem quatro dias depois que um drone americano usado no leste afegão contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) deixou pelo menos 15 civis mortos e outros 13 feridos, segundo informou a missão das Nações Unidas no país.

Os Estados Unidos têm cerca de 9,8 mil militares como parte de seus missões de treino e luta antiterrorista no país, dos quais 8,4 mil ficarão além do final do mandato do presidente Barack Obama, que termina em janeiro próximo.

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