Violência na Síria causou pelo menos 3.686 mortes no mês de setembro

Beirute, 1 out (EFE).- Pelo menos 3.686 pessoas morreram, entre elas 1.228 civis, no conflito armado na Síria durante o último mês de setembro, frente às 4.475 do mês anterior, segundo a apuração mensal divulgada neste sábado pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Entre as vítimas civis 276 eram menores de idade e 158 mulheres, detalhou o Observatório.

A maioria, 841, morreu em decorrência dos bombardeios de aviões de combate sírios e russos, enquanto 94 pessoas morreram por bombardeios de mísseis, foguetes e artilharia do regime sírio.

Além disso, 86 civis, entre eles 27 crianças e 21 mulheres, morreram por projéteis lançados pelas facções islamitas e o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), acrescentou a ONG.

Dez pessoas, entre elas duas crianças, morreram nos bombardeios de aviões turcos, que iniciaram em agosto uma ofensiva no norte de Aleppo contra o EI e as milícias curdo-sírias.

Além disso, outros 36 civis, entre eles 15 menores e quatro mulheres, morreram em decorrência de disparos da guarda fronteiriça turca.

Os demais civis morreram por torturas nas prisões, assassinados pelo EI ou outras organizações jihadistas como a Frente da Conquista do Levante (antiga Frente al Nusra), ataques da coalizão internacional, atentados e outras causas.

Quanto aos combatentes, a ONG registrou a morte de pelo menos 511 membros sírios das facções rebeldes, islâmicas e das Forças da Síria Democrática (FSD) - uma aliança curdo-árabe.

Além disso, morreram pelo menos 787 guerrilheiros estrangeiros do EI, da Frente da Conquista do Levante e de outras organizações radicais.

Aos anteriormente citados se soma a morte de quatro dissidentes das forças armadas e 525 soldados das forças regulares do exército sírio.

Além disso, morreram 377 membros de milícias pró-governo sírias, dez do grupo xiita libanês Hezbollah, 75 milicianos xiitas estrangeiros e 169 desconhecidos, todos eles aliados do regime sírio.

A Síria sofre há mais de cinco anos um conflito, que causou mais de 280.000 mortes, segundo os dados do Observatório.

Em agosto do ano passado o número de vítimas mortais foi superior ao de setembro, com um total de 4.475 mortos, dos quais 1.289 eram civis.

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