Chefe negociador da Colômbia com as Farc põe cargo à disposição de presidente

Bogotá, 3 out (EFE).- O chefe negociador do governo colombiano no processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Humberto de la Calle, colocou seu cargo à disposição do presidente Juan Manuel Santos nesta segunda-feira, após o triunfo do "não" no referendo de domingo, que serviria para validar o acordo de paz com a guerrilha.

"Vim dizer ao presidente que ponho meu cargo de chefe da delegação a sua disposição, pois não serei um obstáculo para o que segue", disse De la Calle em sua primeira declaração após o triunfo do "não" no referendo.

O "não" obteve 6.431.376 votos (50,21%) contra 6.377.482 que optaram pelo "sim" (49,78%).

Na declaração, que foi realizada na sede do Executivo colombiano, De la Calle afirmou: "qualquer erro que tenhamos cometido são minha responsabilidade exclusiva. Assumo plenamente minha responsabilidade política".

Além disso, o chefe negociador disse que continuará "trabalhando pela paz" onde possa ser considerado útil.

De la Calle ofereceu seu "total apoio" ao chefe de Estado que, na sua opinião, mostrou "uma liderança corajosa", porque "preferiu a paz à inércia da guerra e porque se submeteu à decisão dos cidadãos".

O negociador esclareceu que "a paz não foi derrotada" e afirmou que alguns porta-vozes do partido de oposição Centro Democrático, que liderou a campanha do "não", revelaram "objeções sobre aspectos do estipulado, mas que o desejo de paz é universal e unânime".

Além disso, De La Calle pediu "união" e indicou que "é preciso buscar um acordo nacional" em torno da paz.

"Continuarei perseguindo o objetivo da paz pelo resto da minha vida". "Seja qual for a função que me corresponda, seguirei trabalhando com tenacidade e entusiasmo", frisou o negociador.

O presidente Santos não se manifestou sobre se De la Calle continuará ou não à frente da equipe de negociação, mas ontem disse que lhe deu instruções de viajar para Havana junto com o Alto Comissário de Paz, Sergio Jaramillo, para "manter os negociadores das Farc informados" sobre o diálogo político que ele quer iniciar com todos os partidos do país.

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