Itália resgata cerca de 6 mil imigrantes no Canal da Sicília

Roma, 3 out (EFE).- Cerca de 6 mil imigrantes foram resgatados nesta segunda-feira no Canal da Sicília enquanto navegavam rumo à Itália a bordo de 39 embarcações, informaram à Agência Efe fontes da Guarda Costeira italiana.

Por enquanto foram resgatados um total de 5.648 imigrantes, apesar do número poder aumentar porque, segundo as mesmas fontes, os serviços de salvamento ainda estão recuperando três embarcações em alto-mar.

No dispositivo de salvamento participam embarcações da Guarda Costeira italiana, da Marina Militar da Itália, do dispositivo comunitário EUNavforMed e várias organizações humanitárias, como Médicos Sem Fronteiras e MOAS, entre outros.

Entre os imigrantes resgatados, as equipes de socorro tiveram que evacuar de maneira urgente uma mulher grávida e uma menina em condições graves, que foram hospitalizadas em um centro clínico da ilha italiana de Lampedusa (sul).

Esta nova onda de imigrantes ocorre "no primeiro dia de mar tranquilo e decente" em uma semana, já que, segundo a Guarda Costeira, nos últimos dias o mar estava em péssimas condições e houve uma visível diminuição das travessias.

Este aumento de chegadas ocorre no dia em que a Itália lembra o conhecido "desastre de Lampedusa", o naufrágio ocorrido em 3 de outubro de 2013 diante desta ilha no qual morreram 366 imigrantes.

A tragédia deu origem à operação "Mare Nostrum", um dispositivo de patrulha italiano impulsionado no Canal da Sicília para prestar socorro às embarcações e tentar evitar futuras catástrofes que, no entanto, voltaram a se repetir.

A Itália dedicou este dia a celebrar a Jornada Nacional em Memória das Vítimas da Imigração, e várias autoridades do país e 20 sobreviventes foram ao local do desastre para lembrar dos mortos.

O ministro do Interior, Angelino Alfano, afirmou que "o naufrágio de há três anos era uma tragédia italiana, e agora é uma jornada europeia", em alusão ao aumento dos meios de salvamento procedentes da União Europeia.

No entanto, Alfano apontou que "esta data serve como última chamada para a Europa, que não pode permanecer observando desde o sacada o que ocorre no Mediterrâneo", e pediu os países comunitários que respeitem os pactos de realocação de refugiados.

De acordo com os números divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério italiano das Relações Exteriores e Cooperação, durante o 2016 os meios italianos salvaram quase metade dos imigrantes localizados no Mediterrâneo Central.

Cerca de 25% dos que chegam ao país são mulheres e menores não acompanhados, "as categorias mais vulneráveis".

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