Orbán confirma que emendará Constituição após o "não" aos refugiados

Budapeste, 3 out (EFE).- O primeiro-ministro húngaro, o conservador Viktor Orbán, reafirmou nesta segunda-feira perante o parlamento sua vontade de levar adiante uma emenda da Constituição para registrar a vontade dos eleitores que ontem disseram "não" a uma parcela comunitária de refugiados para seu país.

Orbán voltou a qualificar de êxito o resultado do referendo do domingo apesar de a participação nas urnas não ter alcançado o umbral de mais de 50% requeridos para que seja válido.

Apesar de uma maioria arrasadora de mais de 98% no "não", como apontava a campanha prévia do primeiro-ministro, só 43,3% dos eleitores entregaram sua cédula, e ainda menos, 39,9% emitiram um voto válido.

"A consulta popular alcançou sua meta e a Hungria decidiu e deixou claro que é o que os húngaros querem em relação com a migração em massa", garantiu o chefe de governo.

Orbán acrescentou que em Bruxelas "decidiram sobre um sistema de realocação obrigatório sem limites máximos".

Em alusão às cercas que o país centro-europeu construiu em seus limites do sul para deter os refugiados, Orbán garantiu que a defesa "para o sul é em vão se nos enviarem desde o Ocidente aqueles que não entraram na União Europeia pela Hungria".

Na campanha prévia ao referendo, o governo de Orbán insistiu que são os húngaros, e não Bruxelas, que devem decidir com que querem conviver.

"O referendo obteve sua meta porque desde agora representamos a vontade de 3,3 milhões de húngaros", insistiu o político conservador em alusão ao número de eleitores que apoiaram o "não".

Orbán reiterou que "ninguém pode modificar esta vontade", por isso que o gabinete dará peso legal às respostas e proporá a emenda da Constituição.

Por sua vez, o líder do grupo parlamentar dos socialistas, Bertalan Tóth, lembrou a Orbán que a maioria, "mais de 5 milhões de húngaros, não foram ao referendo".

O líder do partido de extrema-direita Jobbik, Gábor Vona, apesar de ter apoiado no referendo a mesma postura que o governo, recalcou que Orbán perdeu a consulta e pediu sua renúncia.

"O senhor é um político fracassado e seu peso caiu na União Europeia, ninguém o levará a sério", disse Vona a Orbán.

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