Trump admite ser "um grande beneficiado" da "injusta" lei fiscal dos EUA

Washington, 3 out (EFE).- O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta segunda-feira ser "um grande beneficiado" das "injustas" leis fiscais americanas, se gabou de tê-las usado "brilhantemente" para seu proveito, mas prometeu mudá-las se for eleito.

"A injustiça das leis fiscais é incrível, é algo sobre o que falei durante muito tempo apesar de ter sido um dos grandes beneficiados dessas leis, mas agora estou trabalhando para vocês (cidadãos), não para Trump", afirmou hoje em um comício em Pueblo (Colorado).

"Por isso entendo o complexo sistema melhor que ninguém e por isso posso regulá-lo melhor que ninguém e isso é o que me comprometo a fazer", acrescentou.

Em suas primeiras declarações após as revelações de seu histórico fiscal publicadas pelo jornal "The New York Times" no sábado passado, o magnata se orgulhou de ter usado de maneira "brilhante" as normas para pagar o mínimo de impostos possíveis dentro da lei.

"Como homem de negócios e como promotor imobiliário usei legalmente as leis fiscais para meu benefício, o da minha empresa, meus investidores e meus empregados", reconheceu.

"Honestamente, usei brilhantemente essas leis e, como disse frequentemente, tenho uma responsabilidade fiduciária de não pagar mais impostos do que requer a lei, ou, dizendo de outro modo, de pagar o menos que possa, e tenho que lhes dizer que odeio como gastam nossos impostos", completou.

Trump demorou dois dias para falar sobre as revelações do "NYT", que publicou no sábado que o magnata poderia ter evitado, de forma legal, pagar impostos federais durante 18 anos graças a uma declaração de perdas de US$ 915,7 milhões em 1995.

"Os veículos de comunicação estão obcecados com estas informações de 1995, quando as condições do mercado imobiliário eram quase tão ruins como na Grande Depressão de 1929 e sem comparação com as da recessão de 2008 (sugerindo que eram piores nos anos 90)", comentou o multimilionário nova-iorquino.

Assim, Trump defendeu que usou as leis fiscais que diz querer mudar agora para sair da crise que seus negócios sofreram no início dos anos 90, "algo que muitos não foram capazes de fazer".

O magnata se comparou com "gente" como sua oponente, a candidata democrata, Hillary Clinton, "que não fez um dólar honesto em sua vida".

Horas antes em um comício em Toledo (Ohio), a democrata propôs uma lei que obrigue todos os candidatos presidenciais a publicar suas declarações de impostos e disse que deixar que Trump regule o sistema fiscal dos EUA é como "deixar uma raposa cuidar do galinheiro".

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