Bill Clinton critica reforma da saúde de Obama e dá munição a Trump

Washington, 4 out (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton criticou a reforma da saúde que Barack Obama considera sua principal conquista em política nacional, ao opinar que as mudanças são "a coisa mais louca do mundo" e "não funcionaram" para muitos cidadãos.

Essas declarações mais munição à campanha do candidato do Partido Republicano à presidência, Donald Trump, que destacou seu contraste com a postura da candidata democrata e esposa de Bill, Hillary Clinton, que defendeu a lei assinada por Obama em 2010 e criticada desde então pelos conservadores do país.

"As pessoas que estão incomodadas com este acordo são os empresários com negócios pequenos e os indivíduos que pagam um pouco mais do que o limite para conseguir estes subsídios", disse ontem Bill Clinton em um comício em Flint, no estado de Michigan.

"Portanto há este sistema louco no qual de repente mais 25 milhões de pessoas têm cobertura médica", e muita gente "acaba com suas gratificações de seguro multiplicadas por dois e sua cobertura cortada pela metade. É a coisa mais louca do mundo", alegou.

O ex-presidente afirmou que sua esposa "acredita que simplesmente deveria ser permitido que as pessoas que estão logo acima do limite para conseguir esses subsídios tenham acesso a uma entrada acessível aos programas Medicare e Medicaid", planos subsidiados para idosos e baixa renda, respectivamente.

Desde sua entrada em vigor, a reforma da saúde de Obama polarizou o país e gerou uma rejeição visceral entre os republicanos, que tentaram derrubá-lo sem sucesso com diferentes iniciativas no Congresso.

O assessor de comunicação principal de Trump, Jason Miller, reagiu hoje às palavras de Bill Clinton ao afirmar que "inclusive os democratas como ele estão se dando conta da má política pública que é realmente o 'Obamacare", como ficou conhecida a reforma da saúde.

"Infelizmente para os milhões de americanos que sofrem pelo custo mais alto da cobertura de saúde, tudo o que Hillary Clinton está propondo é continuar com esta fracassada lei e reaquecer propostas pouco realistas que eram progressistas demais para serem aprovadas quando os democratas tinham a maioria no Senado (em 2010)", disse Miller em comunicado.

O chefe da campanha de Hillary Clinton, Robby Mook, tentou hoje justificar as palavras do ex-presidente, reconhecendo que a candidata democrata quer "fazer mais para diminuir as gratificações dos seguros".

"Ao que se referia (Bill) é em parte a como era antes o sistema de seguros de saúde, e também a que às vezes o que ocorre em alguns destes mercados (de seguros estabelecidos pela lei) é que distorcem os preços", argumentou Mook em uma entrevista à rede de televisão "CBS News".

"É exatamente por isso que temos que fazer algo sobre o aumento das gratificações, mas assumo que (Bill) também estava falando dos preços dos remédios com receita", que em muitos casos "estão subindo rápido demais", acrescentou.

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