Cerca de 1.800 imigrantes são resgatados no Canal da Sicília, na Itália

Roma, 4 out (EFE).- Cerca de 1.800 imigrantes foram resgatados nesta terça-feira no Canal da Sicília enquanto viajavam para a Itália, mas este número poderá aumentar nas próximas horas, uma vez que as operações que estão em curso sejam concluídas, informaram à Agência Efe fontes da guarda costeira italiana.

No total, a central operacional da guarda costeira iniciou nesta terça-feira 31 operações de salvamento em alto-mar, das quais 16 foram concluídas.

As autoridades recuperaram hoje nas operações que já foram finalizadas cerca de 1.800 pessoas, mas as fontes acreditam que este número vai aumentar depois que todo o dispositivo for concluído.

Além disso, a guarda costeira italiana coordenou a retirada e a hospitalização imediata de quatro imigrantes devido às péssimas condições físicas que apresentavam, entre eles uma mulher grávida.

Participam da operação de salvamento embarcações da guarda costeira e da marinha italiana, do dispositivo comunitário EUNavforMed e de várias organizações humanitárias como a Médicos Sem Fronteiras (MSF) e a MOAS, de Malta, entre outros.

A fonte afirmou que as condições meteorológicas no Mediterrâneo Central "são bastante favoráveis", o que provocou este novo aumento do fluxo migratório. Ontem, 6.297 imigrantes foram resgatados e nove corpos foram recuperados em embarcações que tentavam a travessia do Mediterrâneo.

Após serem resgatados, os imigrantes são transferidos para portos do sul da Itália, como o de Catânia, aonde 210 imigrantes chegaram hoje, muitos deles menores não acompanhados, e que foram salvos no domingo pela ONG "Save the Children".

Esta nova onda de travessias migratórias acontece três anos depois da "tragédia de Lampedusa", um naufrágio ocorrido em 3 de outubro de 2013 no qual morreram 366 imigrantes e que supôs um ponto de inflexão no tratamento do fenômeno por parte da Itália e da União Europeia.

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