EUA não vão abandonar processo de paz na Síria apesar de ruptura com a Rússia

Bruxelas, 4 out (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta terça-feira que seu país "não abandonará" o processo de paz na Síria, apesar do rompimento das conversas com a Rússia após os ataques a hospitais no leste de Aleppo, um reduto controlado pelos rebeldes sírios.

Os EUA "não vão abandonar o povo sírio nem o processo de paz", garantiu Kerry em uma conferência em Bruxelas. O funcionário americano acrescentou que fará "o possível" para conseguir uma solução para a crise através do Grupo Internacional de Apoio à Síria e da ONU.

"Seguimos comprometidos com uma Síria pacificada, estável, unida, não sectária", declarou Kerry, que acrescentou que os contatos com os militares russos não serão suspensos para evitar incidentes entre seus aviões.

Além disso, o secretário de Estado comentou que apenas a Rússia e o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, impedem a entrega de ajuda humanitária na Síria, onde a necessidade de assistência é especialmente urgente no leste de Aleppo.

"Em minhas conversas com as forças da oposição e com os grupos armados no terreno, todos concordaram em permitir a passagem de ajuda humanitária; mas ainda é necessário que a Rússia e o regime (sírio) permitam e garantam o mesmo", disse Kerry.

O chefe da diplomacia americana destacou a "depravação" do regime de Assad, que "não hesitou em continuar usando gás de cloro e em lançar barris com explosivos contra hospitais", e com o qual a Rússia "associou seus interesses e sua reputação".

"Todas as partes têm o dever de garantir a entrega efetiva de ajuda humanitária", como afirma a resolução do Conselho de Segurança da ONU a esse respeito, que "foi aprovada com o voto da Rússia", enfatizou o funcionário americano.

Para Kerry, "a Rússia e o regime (sírio) sabem perfeitamente o que têm que fazer para cumprir com a lei internacional e com os acordos com os quais anunciaram publicamente, em diferentes ocasiões, que se comprometeriam".

"Reconhecemos com pesar e grande indignação que a Rússia fez vista grossa diante do uso deplorável dessas armas de guerra, como o gás de cloro e os barris com explosivos, por parte do regime contra seu povo", afirmou o secretário de Estado dos EUA.

Kerry indicou que, "juntos, o regime sírio e a Rússia parecem ter abandonado a diplomacia e tentam conseguir uma vitória militar sobre os corpos despedaçados, os hospitais bombardeados e as crianças traumatizadas de um país que vem sofrendo há muito tempo".

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