Hillary corteja o voto feminino nos EUA em comício no estado da Pensilvânia

Washington, 4 out (EFE).- A candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, cortejou nesta terça-feira o voto feminino de todas as idades durante um evento de campanha no estado da Pensilvânia, no qual criticou os ataques às mulheres proferidos por seu rival, o republicano Donald Trump.

Hillary realizou um comício nos bairros residenciais da cidade da Filadélfia ao lado de sua filha Chelsea Clinton e da atriz Elizabeth Banks, coincidindo com o dia do debate entre os candidatos à vice-presidência, o democrata Tim Kaine e o republicano Mike Pence.

A ex-secretária de Estado, ex-senadora e ex-primeira-dama falou sobre a necessidade de uma licença paternidade remunerada e de uma educação infantil economicamente mais acessível para as famílias, mas o ápice do comício foram as perguntas do público.

Uma menina de 15 anos perguntou a Hillary sobre os insultos que Trump proferiu contra mulheres como a ex-vencedora do concurso Miss Universo Alicia Machado, que é de origem venezuelana e que foi chamada por Trump de "Miss Piggy" ("Miss Porquinha") e "Miss Dona de Casa", quando o magnata era proprietário dos concursos de beleza Miss USA e Miss Universo.

"Na minha escola, a imagem do corpo é um assunto importante para as meninas da minha idade e vi com meus próprios olhos o dano que Trump causa quando fala das mulheres e sobre seu aspecto físico. Como a primeira mulher presidente, o que você faria para minimizar esse dano e para que as meninas entendessem que são muito mais do que sua imagem?", perguntou a jovem.

Hillary respondeu com ataques a Trump, a quem acusou de proferir insultos que podem influenciar a maneira de pensar das meninas.

"(Ele diz) esqueça sua mente, esqueça seu coração, preocupe-se apenas com seu aspecto físico, porque isso é tudo o que importa. Temos que nos posicionarmos contra isso, as mulheres e os homens, as mães e os pais, professores, todo o mundo", ressaltou a candidata, que foi aplaudida pelo público, majoritariamente feminino.

"Pense nisso, meu oponente insultou a Miss Universo. Existe algum reconhecimento maior que esse? Mas não era suficientemente bom, portanto já não podemos levar nada disso a sério", acrescentou Hillary, que sugeriu que as mulheres e meninas devem rir de Trump para acabar com "sua intimidação".

Tanto a candidata democrata como seu rival concentraram seus esforços no estado da Pensilvânia, que é dominado pelos democratas desde 1992 e no qual as pesquisas revelam uma preferência pela ex-primeira-dama, mas que poderia estar em perigo.

Segundo os analistas, sua hegemonia no estado corre riscos pela mensagem de Donald Trump, que apela ao eleitor branco e trabalhador do cinturão industrial dos EUA, do qual fazem parte os estados de Pensilvânia, Ohio e Michigan, e que sofreu o impacto das mudanças tecnológicas e da globalização.

Também hoje, na Carolina do Norte, um estado onde o voto afro-americano tem grande importância, a primeira-dama Michelle Obama se dirigiu a um público jovem e pediu aos descontentes que "não brinquem" e não depositem um "voto de protesto" nas urnas em novembro, pois existe o risco de uma vitória de Trump.

O magnata, por sua vez, realizará um comício esta tarde na cidade de Prescott Valley, no Arizona, um estado tradicionalmente republicano e no qual as pesquisas preveem um resultado apertado, com 41,6% de apoio para Trump e 40% para Hillary, de acordo com o site "Real Clear Politics", que elabora uma média diária das principais pesquisas.

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