Número de mortes causadas pelo furacão Matthew no Haiti sobe para 5

Porto Príncipe, 4 out (EFE).- A passagem do furacão Matthew pelo Haiti, de acordo com saldo preliminar, deixou cinco mortos e dez feridos, além de obrigar a saída de 14 mil pessoas de suas casas nas últimas horas, de acordo com informações de fontes oficiais.

O ministro do Interior do Haiti, Yanick Joseph, informou que duas pessoas morreram no departamento Oeste, por conta do desabamento da casa onde moravam. No entanto, ele não ofereceu maiores detalhes sobre o parentesco das vítimas.

"Precisamos de ajuda e cooperação, por isso pedimos que as ONGs internacionais atuem onde o governo peça ajuda. O país está em crise, mas devemos respeitar as regras", afirmou.

Nesse sentido, pediu para as organizações internacionais que cooperem com a situação, mas sob a liderança do governo.

Antes do anúncio destas duas mortes, as autoridades disseram que um homem ainda não identificado faleceu nesta terça-feira na cidade de Port-Salut, no sul do Haiti, onde centenas de casas foram destruídas pelo Matthew, que atingiu a região com ventos de mais de 220 km/h.

Além disso, um homem morreu hoje em Bariadel, também no sul, quando sua casa foi destruída pelas fortes chuvas e ventos; enquanto no último domingo, um pescador morreu afogado em St Jean Du Sud, na mesma região.

As autoridades também informaram que o furacão destruiu a ponte principal da cidade de Grand-Goâve, que faz ligação com Porto Príncipe, capital do país.

O furacão Matthew também causou sérios problemas nos serviços telefônicos e internet entre Porto Príncipe e departamentos do sul como Grand Anse e as cidades de Jeremie, Anse D'haineau, Pestel, entre outras.

Além disso, o furacão obrigou o deslocamento de milhares de pessoas, que permanecem em abrigos e casas particulares, afirmaram as autoridades.

Mais de 200 casas foram destruídas em Pestel, Dame-Marie e Les Anglais, no sul do Haiti, a região mais afetada pelo Matthew, informaram hoje os órgãos de emergência.

Em Jeremie, mais de 300 presos tiveram que ser realocados, enquanto em Porto Príncipe, onde há vários bairros vulneráveis como Cité Soleil e Carrefour, também foram registrados fortes chuvas e vento.

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