Rússia rejeita limitar direito de veto no Conselho de Segurança pela Síria

Moscou, 4 out (EFE).- A Rússia reprovou nesta terça-feira a proposta de limitar o direito de veto dos membros permanentes no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) no caso de graves crimes durante o conflito na Síria.

"O direito de veto não é um privilégio. Não se trata de utilizar as prerrogativas em interesse próprio. É um assunto de equilíbrio de forças", disse a porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova, a jornalistas.

Na mesma linha, o chefe do comitê de Assuntos Internacionais do Senado russo, Konstantin Kinchev, lembrou que o veto é "um instrumento para impedir a hegemonia de apenas um dos países que formam esse quinteto" de membros permanentes.

"É um instrumento precisa ser conservado sob qualquer circunstância, incluindo crises como o atual em Aleppo", destacou.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Zeid Al-Hussein, solicitou hoje ao Conselho de Segurança uma resolução para limitar o uso do veto nos casos em que se suspeite que estão sendo cometendo crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio. Sua reação veio após a série de bombardeios na parte leste de Aleppo que o regime sírio, apoiado pelo Exército russo e que os Estados Unidos consideram indiscriminados, realizada há mais de dez dias.

Segundo os dados apresentados hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 23 de setembro a 2 de outubro, 342 pessoas morreram, sendo 106 crianças, e 1.129 ficaram feridas, sendo 261 crianças.

O veto permitiria que a investigação desses crimes fosse para o Tribunal Penal Internacional (TPI) para que os esclarecesse e, eventualmente, julgasse os responsáveis.

Os Estados Unidos acusam à Rússia e o regime de Bashar al Assad de bombardear nas últimas semanas alvos civis na segunda maior cidade síria, Aleppo. Moscou, por sua vez, considera que "Washington está disposto a pactuar com o diabo e aliar-se a terroristas", em referência à Frente al-Nusra.

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