Turquia suspende quase 13 mil policiais suspeitos de ligação com Gulen

Ancara, 4 out (EFE).- As autoridades da Turquia decidiram suspender 12.801 policiais por suposta vinculação com as redes do predicador Fethullah Gulen, a quem Ancara acusa de estar por trás do fracassado golpe militar do mês de julho.

O anuncio foi feito nesta terça-feira pela direção-geral de Segurança, em comunicado onde explica que a decisão foi tomada em concordância com a lei do estado de emergência e que 2.523 dos agentes afetados têm categorias de oficiais e diretores.

Como explicado por vários meios de comunicação, entre eles a emissora de notícias "NTV" e o jornal "Haberturk", próximo ao governo, a decisão foi tomada pouco depois da meia-noite e será repassada hoje aos policiais afetados, que estão espalhados pelas 81 províncias do país.

No entanto, o maior número deles se concentra em Ancara (1.350), Esmirna (570), Diarbaquir (650) e Hakkari (350).

A direção de Segurança vai investigar cada policial suspenso, que serão, por sua vez, demitidos caso eles realmente tenham alguma ligação com a confraria de Gulen.

De acordo com a "NTV", nos dois meses e meio transcorridos desde a fracassada tentativa de golpe do dia 15 de julho, cerca de 130 mil funcionários públicos foram suspensos de seus cargos.

Na semana passada, o ministro de Justiça da Turquia, Bekir Bozdag, confirmou a suspensão de 70 mil pessoas e a detenção de 35 mil sob a lei do estado de emergência.

Bozdag explicou que estas medidas foram tomadas dentro das investigações judiciais para esclarecer as responsabilidades do golpe.

Sob o estado de emergência, o governo tem o poder de emitir decretos com força de lei, suspender as liberdades e direitos fundamentais, podem impor obrigações financeiras e trabalhistas aos cidadãos e conferem poderes especiais aos funcionários, sem que estas decisões possam ser recorridas na Justiça.

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