UE e Ásia Central querem reforçar relações

Bruxelas, 4 out (EFE).- A União Europeia (UE) e a região da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Turcomenistão) concordaram nesta terça-feira em reforçar as relações dessas duas áreas geográficas, com ênfase em aspectos como a segurança, estabilidade, a migração e o crescimento econômico.

"A Ásia Central está na intersecção de Europa e Ásia e tem uma importância real para a UE", afirmou em comunicado a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, após a 12ª reunião ministerial entre a UE e Ásia Central, realizada hoje em Bruxelas.

A chefe da diplomacia europeia enfatizou que nesta região geográfica ainda há "muito potencial a ser explorado para aumentar as conexões, tanto em investimento e comércio como infraestrutura ou contatos entre cidadãos", e também no que diz respeito aos "desafios sobre segurança".

"Compartilhamos uma vizinhança comum e vínculos profundos, e por isso estamos mais comprometidos do que nunca em expandir e realçar nossas relações", afirmou.

Mogherini se expressou nesses termos depois de se reunir, junto com a comissária europeia de Cooperação Internacional, Neven Mimca, com os ministros das Relações Exteriores de Cazaquistão, Erlan Idrissov, Quirguistão, Erlan Abdyldaev, Tadjiquistão, Sirodjidin Aslov, Turcomenistão, Rashid Meredov, e Uzbequistão, Abdulaziz Kamilov.

Na reunião, segundo a UE, foram debatidos o conjunto das relações entre os dois blocos geográficos, assim como assuntos internacionais de "interesse mútuo", com especial interesse em "desafios e ameaças comuns, estabilidade, migração e crescimento econômico" que favoreçam um "bom clima de investimentos".

A UE já apoia o desenvolvimento da Ásia Central com 1 bilhão de euros em assistência financeira entre 2014 e 2020.

As partes definiram que o novo horizonte de cooperação, que no próximo ano revisará a estratégia atuale, tenha como foco resultados concretos "com ênfase no crescimento econômico e na estabilidade".

"Os participantes também decidiram que, no complexo contexto internacional de hoje em dia, é importante reforçar a resiliência das sociedades com boa governança, incluindo a proteção dos direitos humanos, as liberdades fundamentais e o Estado de direito, assim como a construção de sociedades democráticas".

A próxima reunião entre os blocos será realizada no Uzbequistão em 2017.

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