Uruguai solicita mediação do papa por situação de sírio de Guantánamo

Montevidéu, 4 out (EFE).- Juan Raúl Ferreira, um dos diretores da Instituição Nacional de Direitos Humanos do Uruguai, enviou uma carta ao papa Francisco solicitando ajuda para resolver a situação de Jihad Ahmad Diyab, ex-detento sírio de Guantánamo que faz greve de fome no país.

Assim confirmaram à Agência Efe fontes da instituição, que indicaram que Ferreira fez a comunicação com o pontífice em nível pessoal, mas que a ação é mais uma para tentar oferecer uma solução para Diyab, amparado no Uruguai desde 2014 e que pede ser realojado em um país árabe ou muçulmano para reencontrar com sua família.

"Ferreira mandou uma carta e se comunicou com pessoas do gabinete do papa. Eles disseram que o papa se interessou, mas não sabemos que gestões fez", disseram as fontes.

A comunicação com o Vaticano aconteceu há duas semanas e as gestões ocorreram com reserva por ambas partes.

Ferreira conheceu o papa Francisco quando era embaixador do Uruguai na Argentina, cargo que ocupou de 1995 a 1999.

Diyab suspendeu nesta segunda-feira a ingestão de líquidos para aprofundar sua greve de fome, que mantém há mais de 50 dias.

Apesar das autoridades uruguaias estiveram negociando com diferentes países para encontrar uma solução para sua situação, as conversas não deram frutos e países como o Líbano, Catar e Turquia rejeitaram alojar o sírio.

Diyab foi amparado no Uruguai junto a outros três sírios, um tunisiano e um palestino dezembro de 2014 como parte do compromisso do então presidente do Uruguai, José Mujica, de colaborar com seu amigo americano, Barack Obama, no plano de fechar a prisão de Guantánamo (Cuba).

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