Cazaquistão ampliará educação e manterá ajuda técnica e humanitária a afegãos

Bruxelas, 5 out (EFE).- O Cazaquistão anunciou nesta terça-feira que ampliará até 2022 o programa pelo qual proporciona educação universitária a jovens afegãos e que manterá sua assistência técnica e humanitária ao país, informou o ministro das Relações Exteriores cazaque, Erlan Idrissov, na conferência internacional em Bruxelas de apoio ao Afeganistão.

"Com o restante da comunidade internacional, o Cazaquistão está comprometido com um desenvolvimento sustentável e seguro do Afeganistão", afirmou Idrissov durante emdiscurso na conferência, na qual cem delegações de todo o mundo se reuniram para oferecer seu apoio financeiro e político ao país centro-asiático.

Idrissov afirmou estar "convicto de que o ressurgir do Afeganistão terá um grande efeito positivo" na situação da região que engloba os dois países.

"A comunidade internacional e a ONU devem continuar dando a Cabul um apoio integral e assistência" ao longo do resto da chamada "década de transformação", até 2024, acrescentou.

O chefe da diplomacia cazaque destacou que seu país proporciona assistência técnica e ajuda humanitária ao Afeganistão como parte de acordos bilaterais e também em fóruns multilaterais.

Idrissov disse que a implementação de projetos no Afeganistão é uma das prioridades da KazAID, a agência nacional de assistência ao desenvolvimento internacional cazaque, que trabalhou com outros países em projetos para o reforço da independência econômica e os direitos das mulheres afegãs.

"A cada ano o Afeganistão recebe do Cazaquistão toneladas de ajuda humanitária, incluindo produtos alimentícios, petróleo, lubrificantes, assim como diferentes equipamentos", explicou.

O Cazaquistão proporcionou até o momento ao Afeganistão, segundo ele, 20 mil toneladas de produtos alimentícios avaliados em US$ 20 milhões.

O ministro também afirmou que implementou o "plano de ação conjunto" para o Afeganistão, pelo qual o país recebeu mais de US$ 2 milhões para a construção de uma escola e um hospital, além de estradas.

O Afeganistão recebeu ainda US$ 1,5 milhão para criar quatro novas pontes e US$ 2 milhões como parte de contribuição à Otan em 2016 para auxiliar suas forças de segurança e melhorar sua eficácia de defesa, afirmou Idrissov.

"Levando em conta a importância de investir em capital humano" e a iniciativa da presidência do Cazaquistão, mil jovens afegãos começaram a receber educação em universidades cazaques em 2010 em áreas civis como Medicina, Agricultura e Engenharia, lembrou.

Idrissov afirmou que seu país se compromete agora a ampliar este programa educativo, que tem custo total de US$ 50 milhões, "até 2022".

Por outro lado, em linha com a meta de "construir um Estado liderado pelos afegãos", Idrissov opinou que o Afeganistão "deve continuar com as reformas para transformar o país em uma nação estável e democrática".

"Hoje e no futuro, a chave para a estabilização do Afeganistão está em uma autêntica cooperação regional", afirmou, garantindo que o Cazaquistão "apoia as iniciativas focadas em reforçar a conectividade na região".

Idrissov lembrou que dezembro de 2014 marcou o lançamento da linha férrea Cazaquistão-Turcomenistão-Irã, cujo trecho Turcomenistão-Afeganistão ele garantiu que será completado neste ano.

A implementação deste projeto e outros similares mostra, segundo Idrissov, "o potencial do Afeganistão como o centro de conexões entre o centro e o Sul da Ásia".

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