Enviado especial dos EUA visita Havana para ajudar com paz na Colômbia

(Atualiza com a confirmação de que Aronson já está em Havana)

Washington, 5 out (EFE).- O enviado dos Estados Unidos para o processo de paz, o diplomata Bernie Aronson, já se encontra em Havana a pedido das partes envolvidas no apoio ao trabalho do governo colombiano sobre o acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Fontes americanas confirmaram à Agência Efe que Aronson está na capital cubana, após o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ter informado ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que seu enviado especial viajaria a Havana "a pedido dos negociadores de paz, para apoiar seu trabalho".

O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, anunciou a conversa entre os dois líderes, que aconteceu na terça-feira, e indicou que Kerry reafirmou a Santos "o apoio dos Estados Unidos à Colômbia em sua busca da paz e da prosperidade democrática para todos os colombianos".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apoiou fortemente as negociações de paz entre o governo colombiano e a guerrilha, e por isso inclusive nomeou Aronson como enviado especial para acompanhar o processo.

Durante a conversa, Kerry confirmou que o enviado especial "viajará a Havana a pedido dos negociadores para apoiar o trabalho da Colômbia para conseguir uma paz duradoura".

"O secretário (Kerry) expressou seu apoio ao pedido feito pelo presidente Santos para conseguir uma união de esforços em um diálogo inclusivo como passo para alcançar uma paz justa e duradoura", detalhou Kirby.

Além disso, Kerry parabenizou as declarações de "compromisso com a paz e abertura ao diálogo" do líder das Farc, Rodrigo Londoño e do ex-presidente Álvaro Uribe, fundador do opositor partido Centro Democrático, que liderou a campanha pelo "não" no referendo sobre o acordo de paz, mas reconheceu que a Colômbia deverá tomar "decisões difíceis" após o triunfo do "não" na votação de domingo.

O "não" a resolução de paz assinada entre o governo colombiano e as Farc venceu no último domingo com 50,21% dos votos, contra 49,78% do "sim", em um dia que teve índice de abstenção de 62,57%. Com isso, após quase quatro anos de negociações em Cuba, o acordo entrou no limbo.

Os EUA continuarão a oferecer o apoio dado até agora, incluindo o compromisso com o plano de ajuda batizado como "Paz Colômbia", segundo detalhou o porta-voz da diplomacia americana.

Santos anunciou na terça-feira que o cessar-fogo com as Farc, em vigor desde 29 de agosto, será mantido até 31 de outubro à espera dos consensos que podem ser alcançados no país após o triunfo do "não" no plebiscito.

O chefe da delegação negociadora do governo da Colômbia, Humberto de la Calle, e o negociador plenipotenciário Sergio Jaramillo Caro estão em Havana desde a segunda-feira seguindo as ordens do presidente Santos, que pediu que as Farc sejam comunicadas dos próximos passos que o Executivo dará para abrir um diálogo nacional.

Até o momento, ninguém divulgou qualquer informação sobre as novas conversas na capital cubana.

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