Farc pedem que integrantes fiquem em posições seguras para evitar provocações

Em Bogotá (Colômbia)

  • Luis Acosta/AFP

    População colombiana disse "não" ao acordo de paz celebrado pelo governo com as Farc

    População colombiana disse "não" ao acordo de paz celebrado pelo governo com as Farc

O número três das Farc, Félix Antonio Muñoz, conhecido como "Pastor Alape", pediu na terça-feira (4) aos integrantes da guerrilha que comecem a se mobilizar rumo a "posições seguras para evitar provocações" no meio do limbo no qual ficou o acordo de paz após vitória do "não" no plebiscito do último domingo.

"Todas nossas unidades devem começar a se movimentar para posições seguras com o objetivo de evitar provocações", escreveu "Alape", em sua conta no Twitter.

O líder das Farc se pronunciou pouco depois que o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ter afirmado que o cessar-fogo com a guerrilha, em vigor desde o último dia 29 de agosto, será mantido até o dia 31 deste mês, enquanto aguarda o consenso que pode alcançado mediante o diálogo que tem promovido depois do resultado nas urnas.

"Alape" esclareceu em outra mensagem que a mobilização de suas unidades "a lugares seguros é para evitar provocações daqueles que se opõem ao acordo de paz", e ressaltou com um rótulo que "a paz não para".

Esta afirmação foi acompanhada pelo chefe máximo das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko", que chamou, também através do Twitter, o povo colombiano "para apoiar fortemente através da mobilização" o acordo de paz.

"Timochenko" acrescentou rótulos como "paz na rua" e "a paz não para".

Além disso, o principal negociador das Farc nos diálogos com o governo, Luciano Marín, conhecido como "Ivan Márquez", se uniu no chamado para defender a paz.

"Aqui não fica outro caminho que sair nas ruas e defender o Acordo de Paz", afirmou "Márquez" no Twitter.

Depois da assinatura histórica do acordo, no dia 26 de setembro, em Cartagena, por Santos e "Timochenko", as partes deviam iniciar o período de 180 dias estabelecido para a entrega das armas e desmobilização do grupo guerrilheiro, mas por diferenças de interpretação do acordo, isso ainda não aconteceu.

Além disso, "Márquez" também se referiu ao diálogo que iniciou o presidente Santos, diferentes setores do país e que se reunirá com os ex-governantes Andrés Patrana e Álvaro Uribe, que lideraram a opção do "não".

"É certo 'o país atravessa uma área cinzenta arriscada, um limbo perigoso'", afirmou o dirigente das Farc, que citou parte de uma declaração deita nesta terça pelo presidente Santos, após reunião com o Conselho de Negócios e líderes religiosos.

Mas considerou que o país "estará pior" se colocar "a paz nas mãos de Uribe e Pastrana".

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