FBI prende terceirizado da NSA por suposto roubo de segredos

Washington, 5 out (EFE).- O FBI deteve no final de agosto um funcionário terceirizado da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, onde trabalhou o famoso ex-analista Edward Snowden, e investiga se o homem roubou e divulgou informações secretas dos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça nesta quarta-feira.

O detido foi identificado como Harold Thomas Martin, de 51 anos, original de Glen Burnie, no estado americano de Maryland, e que a Promotoria acusa de roubar material confidencial e retê-lo de maneira ilegal. O suposto roubo coloca a possibilidade de que, pela segunda vez em três anos, a NSA tenha sofrido uma subtração de dados, já que Snowden expôs, em 2013, os programas de espionagem que a agência de segurança iniciou por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

O funcionário, que trabalhava para a empresa Booz Allen Hamilton (a mesma onde trabalhava Snowden), foi detido em 27 de agosto e acusado formalmente pelo Executivo americano de roubo de segredos em um tribunal de Maryland dois dias depois. Durante a detenção, os agentes apreenderam o veículo e inspecionaram a casa do suspeito na cidade de Glen Burnie. Eles encontraram documentos impressos e informação armazenada de alta confidencialidade em vários dispositivos digitais, segundo o Departamento de Justiça em sua nota.

Além disso, os investigadores acharam propriedades do governo que o indivíduo supostamente tinha roubado e que tinham valor superior a USS$ 1.000.

A Promotoria informou que, entre os arquivos achados, existem seis documentos confidenciais produzidos por um órgão do governo em 2014.

"Esses documentos foram produzidos através de fontes, métodos e capacidades confidenciais do governo, que são críticos para uma ampla questão de temas de segurança nacional. A divulgação dos documentos revelaria essas fontes confidenciais, métodos e capacidades", afirmou o Departamento de Justiça em sua nota.

Caso seja condenado, Harold Thomas Martin pode pegar até 10 anos de prisão pelo roubo de bens do Estado e mais um ano pelo crime de retirada não autorizada e retenção de materiais sigilosos.

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