Turquia suspende mais 540 militares por laços com clérigo opositor

Istambul, 5 out (EFE).- As autoridades da Turquia suspenderam temporariamente de seus cargos mais 540 militares para investigar seus possíveis laços com o grupo político do clérigo Fethullah Gülen, que é acusado pelo governo em Ancara de orquestrar o fracassado golpe de Estado do dia 15 de julho, informou nesta quarta-feira a emissora "NTV".

Os militares foram afastados de seus cargos enquanto as investigações analisam se os mesmos mantêm vínculos com o clérigo islamita que vive exilado nos Estados Unidos.

Esta medida acontece apenas um dia depois que o governo suspendeu, pelo mesmo motivo, 12.800 policiais, também de forma cautelar, o que representa mais de 5% do total das forças de polícia turcas.

Desde o levante de 15 de julho, o governo expulsou 3.500 militares de diversas categorias, uma medida que também foi tomada contra 2.340 professores universitários e 3.456 juízes e promotores.

Além disso, há 70 mil pessoas indiciadas por supostamente serem filiados ao grupo político de Gülen, que é descrito agora como uma "organização terrorista" com as siglas FETÖ, das quais 32 mil foram colocadas em prisão preventiva.

Os simpatizantes de Gülen, que promovem um islã político similar ao do partido AKP, que governa o país desde 2002, vinham ocupando posições-chave no Judiciário, na polícia e no Executivo durante a última década, até que a aliança com o governo foi quebrada em 2013 em uma luta feroz pelo poder.

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