Duterte desafia ONU, UE e EUA a retirarem ajuda econômica

Manila, 6 out (EFE).- O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, desafiou nesta quinta-feira a ONU, a União Europeia (UE) e os Estados Unidos a retirarem a ajuda econômica que destinam a seu país, em mais uma polêmica, algo que vem se tornando frequente desde que iniciou seu mandato há três meses.

"Não espero que (as organizações de) direitos humanos, nem que (Barack) Obama, nem que a UE me entendam. Se acham que agora é o momento de retirarem sua assistência, não vou mendigar", disse Duterte em discurso televisionado diante de oficiais de polícia na cidade de Butuan, na ilha de Mindanao, no sul.

"Levem o seu dinheiro para outro lugar. Sobreviveremos como nação", afirmou Duterte, que assegurou que nunca comprometerá a dignidade do povo filipino.

A controvérsia entre o presidente filipino e EUA, ONU e UE provém das críticas à guerra de Duterte contra as drogas pelas violações dos direitos humanos que supostamente cometeu.

Dos cerca de 3.700 supostos delinquentes e dependentes químicos mortos nas Filipinas desde o início da campanha, em 30 de junho, o dia da posse de Duterte, 1.500 morreram em operações policiais e o restante pelas mãos de milícias armadas.

O líder filipino advertiu hoje que, até o fim do ano, o número de dependentes químicos no país pode chegar a 4 milhões, 1 milhão a mais que o número estimado pelo governo até o momento.

Duterte reforçou sua ordem às forças de segurança para atirar contra traficantes e dependentes químicos que resistirem à prisão.

"Não permitirei que nem um só policial seja condenado por esta campanha antidrogas", disse Duterte, que prometeu durante a campanha eleitoral que acabaria com o problema do crime e dos entorpecentes nas Filipinas em seus seis primeiros meses de governo.

No entanto, o líder, de 72 anos, admitiu em setembro que necessitaria de mais tempo para cumprir sua promessa.

Apesar de seus exageros e do prejuízo que seus comentários causam para as relações com Estados Unidos, ONU e UE, Duterte conta com um índice de aprovação de 76% entre os filipinos.

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