EUA garantem que não têm interesse em escalada militar na Síria

Washington, 6 out (EFE).- Os Estados Unidos responderam nesta quinta-feira às novas advertências russas e ao posicionamento de baterias de mísseis antiaéreos assegurando que não têm nenhum interesse em uma escalada militar, e que continuarão focando seus bombardeios em alvos jihadistas.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, respondeu aos novos alertas do ministro da Defesa russo, Igor Konashenkov, que advertiu Washington para que não ataque forças leais ao governo de Bashar al Assad na Síria, já que suas defesas antiaéreas estão instaladas.

"Não há interesse da nossa parte em escalar a violência na Síria. O que queremos ver é uma redução da violência", afirmou Earnest, que destacou a falta de interesse de Moscou em que as conversas para um acordo de cessar-fogo na Síria tivessem êxito.

No Pentágono, o porta-voz do Departamento de Defesa, Peter Cook, garantiu que leva muito a sério a segurança de seus pilotos que sobrevoam síria e lembrou que existem protocolos de comunicação para evitar atritos com a Rússia no espaço aéreo sírio.

Cook ressaltou que as operações aéreas contra o Estado Islâmico (EI) e outros grupos jihadistas não serão interrompidas apesar das ameaças da Rússia, que sugeriu que o bombardeio dos EUA em setembro contra uma unidade das forças armadas sírias em Deir ez-Zor não foi acidental.

Cook reiterou que os Estados Unidos não têm intenção de atacar posições do governo sírio e que há uma investigação em andamento para esclarecer o que aconteceu nesse ataque.

O governo russo anunciou nesta quarta-feira que tinha posicionado o sofisticado sistema antiaéreo S-300 na base naval de Tartus, no oeste sírio, para reforçar a defesa do litoral mediterrânea da Síria.

O governo americano lembrou que nenhum dos grupos jihadistas que a Rússia supostamente combate na Síria tem uma força aérea e, por isso, não entendem o propósito dessa medida.

A instalação desta bateria antiaérea, um sistema que se soma às baterias S-400 perto da cidade de Latakia, aconteceu pouco depois que Washington e Moscou consideraram quebradas as negociações para coordenar ataques aéreos contra jihadistas na Síria e as tentativas de um cessar-fogo durável.

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