Haiti diz que situação no sul do país é uma catástrofe por furacão Matthew

Porto Príncipe, 6 out (EFE).- O governo do Haiti disse nesta quinta-feira que a situação criada pelo furacão Matthew no sul do país é uma catástrofe, e que os mortos chegam a 23, mas que este número ainda pode aumentar.

O presidente interino do país, Jocelerme Privert, visitou a região sul e declarou que a situação é "muito grave". O governante também acrescentou que seu país precisará de ajuda internacional para reparar os danos, mas ainda não decretou, de maneira oficial, o estado de catástrofe.

A direção de Defesa Civil confirmou hoje que novos corpos foram encontrados em Jeremie, Les Cayes, Gonave e Les Anglais, todos na região sul do país, que está incomunicável devido ao colapso da ponte que liga a região com a capital Porto Príncipe.

Até o momento, as autoridades não puderam determinar com exatidão a quantidade de vítimas do furacão, mas as imagens dos locais atingidos são devastadoras e teme-se que haja uma grande quantidade de mortos e numerosos danos materiais.

De acordo com diversas fontes, cerca de 340 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone, que atravessou hoje o arquipélago das Bahamas e segue rumo à Flórida, após passar por Haiti, República Dominicana, Jamaica e Cuba.

Privert apelou à solidariedade de todos e afirmou que o governo começará a oferecer assistência aos afetados.

Além disso, o presidente interino disse que a prioridade neste momento é salvar vidas, e que os deslocados possam encontrar um abrigo temporário.

"Muitos países estão ajudando, mas lhes pedimos, e às ONG, que atuem de acordo com as prioridades das pessoas", ressaltou Privert.

As imagens que chegam da região mostram a cidade de Jeremie devastada em sua maior parte, com milhares de casas destruídas e sem nenhum serviço, como energia e água.

Para hoje, quinta-feira, está previsto que saiam os primeiros voos em direção ao sul do Haiti, já que, desde a última segunda-feira, todos os voos domésticos e internacionais foram cancelados pela passagem do furacão, o mais poderoso que se formou no Atlântico desde Félix, em 2007, que deixou mais de 130 mortos após sua passagem pela Nicarágua.

O impacto do furacão Matthew no Haiti também obrigou que as autoridades eleitorais adiassem ontem as eleições generais que estavam programadas para domingo.

O presidente do Conselho Eleitoral Provisório (CEP), Leopold Berlanger, disse em entrevista coletiva que o órgão "não pode garantir a distribuição dos materiais (eleitorais) em todo o país", por isso a nova data do pleito, que é crucial para estabilidade política e social desta nação, será anunciada na próxima semana.

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