Com quase um terço das cadeiras, islamitas vencem eleições no Marrocos

Rabat, 8 out (EFE).- O islamita Partido Justiça e Desenvolvimento (PJD) obteve quase um terço das cadeiras que estavam em disputa na sexta-feira nas eleições legislativas do Marrocos, segundo os números oficiais informados neste sábado (data local) pelo Ministério do Interior com 90% dos votos apurados.

Do total de 305 cadeiras em jogo - às quais será preciso somar mais tarde as 90 reservadas a mulheres e jovens -, o PJD obteve 99, seguido por seu rival, o laico e liberal Partido Autenticidade e Modernidade (PAM), que conseguiu 80.

Os demais partidos alcançaram números muito mais modestos, e para alguns partidos históricos foi uma verdadeira desastre, como as 31 cadeiras obtidas pelo Istiqlal (tinha 60 no último parlamento) ou as 14 da União Socialista (tinha 39).

Os resultados foram comunicados já de madrugada pelo ministro do Interior, Mohammed Hasad, que confirmou que a participação se situou em 43% do censo eleitoral, um dos números mais baixos da história do Marrocos.

Hasad também criticou o PJD por todas as denúncias apresentadas durante a jornada eleitoral por supostas irregularidades dirigidas contra o próprio Ministério, assim como pelo fato de ter comunicado seus próprios resultados baseando-se nos dados de seus interventores no terreno e sem esperar a comunicação oficial.

"Talvez este partido siga duvidando da vontade estreita de todos os componentes do Estado, começando pelo rei, para fazer do exercício democrático uma realidade arraigada e uma opção estratégica irrevogável", declarou Hasad.

Os números oferecidos pelo ministro coincidem em parte com as projeções feitas pelo PJD baseando-se nos dados de seus observadores, mas o partido islamita tinha subestimado os votos de seus principais rivais do PAM.

Neste sábado se conhecerá a composição final da Câmara dos Representantes ao somar as cadeiras das chamadas "listas nacionais" de mulheres e jovens, e é previsível que o PJD aumente sua vantagem até 120 ou 130 cadeiras, o que representará um avanço considerável em relação às 107 que tinha.

No entanto, o PJD necessitará aliar-se com dois ou mais partidos para somar os quase 200 votos necessários para formar uma maioria absoluta que lhe permita formar governo.

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