Kerry pede que Rússia e Síria sejam investigadas por "crimes de guerra"

Washington, 7 out (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse nesta sexta-feira que é necessária uma "investigação dos crimes de guerra" cometidos pela Rússia e pelo regime sírio em Aleppo, onde ambos mantêm uma "estratégia para aterrorizar os civis" com ataques sobre hospitais que vão "muito além do acidental".

"A Rússia e o regime (de Bashar al Assad) devem ao mundo mais que uma explicação sobre os motivos pelos quais seguem atacando hospitais, instalações médicas, crianças e mulheres", disse Kerry em um comparecimento ao lado de seu colega francês, Jean-Marc Ayrault, no Departamento de Estado em Washington.

"Esses são atos que exigem uma investigação apropriada de crimes de guerra, e aqueles que os cometeram deveriam prestar contas por essas ações", acrescentou o titular de Relações Exteriores dos EUA.

Os repetidos bombardeios contra hospitais da cidade síria de Aleppo por parte da aviação nacional e da russa "vão agora além do acidental, muito além, anos além do acidental", opinou Kerry.

"Esta é uma estratégia coordenada para aterrorizar os civis e matar todos e cada um daqueles que estejam no caminho de seus alvos militares", garantiu o secretário de Estado.

Kerry denunciou que "ontem à noite, o regime sírio atacou mais um hospital, matando 20 pessoas e ferindo outras 100", e garantiu que falaria em sua reunião com seu colega francês "sobre quais são os próximos passos possíveis" para responder a esses ataques.

"Pretendemos determinar de forma conjunta qual é a melhor maneira de enviar a mensagem mais forte possível sobre as ações que podem ser tomadas para lidar com os bombardeios em Aleppo, este assédio no século XXI, este completo assédio de gente inocente", acrescentou Kerry.

Os Estados Unidos suspenderam na última segunda-feira a cooperação com a Rússia para buscar uma solução para o conflito sírio devido à ofensiva das forças sírias e russas em Aleppo, que começou em 22 de setembro.

Segundo os dados apresentados esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 23 de setembro até 2 de outubro, 342 pessoas morreram pelas hostilidades em Aleppo, das quais 106 eram crianças; e 1.129 ficaram feridas, 261 delas menores de idade.

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