Pior catástrofe desde terremoto de 2010, Matthew deixa 820 mortos no Haiti

Porto Príncipe, 7 out (EFE).- O número de mortes no Haiti causadas pela passagem do furacão Matthew chegou a 820, segundo informou à Agência Efe uma fonte do governo do país, que espera ajuda internacional para enfrentar a pior catástrofe que já sofreu desde o terremoto de 2010 que matou 300 mil pessoas.

Quatro dias depois de Matthew descarregar sua fúria contra a empobrecida nação, os efeitos do furacão começaram a ser melhor avaliados hoje, já que muitas áreas do sul, a região mais afetada, continuam isoladas e sem serviços de eletricidade ou telefonia.

Organizações de emergência continuam chegando a comunidades severamente afetadas pelo fenômeno meteorológico, e dezenas de pessoas feridas começaram a chegar à capital, Porto Príncipe, desde a cidade de Dame Marie, no sul.

A maioria das mortes ocorreu em Les Cayes, Dame Marie e Jeremie, no departamento Sul. O acesso ao departamento de Grand Anse, no sudoeste, severamente afetado, está limitado ao transporte aéreo.

O governo haitiano informou que a situação é catastrófica no sul do país e apelou à ajuda internacional.

"A destruição é muito considerável", disse o presidente interino do Haiti, Jocelerme Privert, acrescentando que muitos países ofereceram assistência ao Haiti, que ainda não se recuperou dos estragos do terremoto de 2010.

"Por enquanto estamos tentando melhorar a situação de urgência, e o governo está em todas as partes trabalhando", ressaltou.

Algumas ONGs expressaram hoje seu temor de um agravamento da crise humanitária no país após a passagem do furacão.

Em comunicado, a Oxfam disse considerar urgente o fornecimento de água potável e higiene para evitar que se propaguem doenças como o cólera, epidemia que afetou o país após o terremoto de 2010.

A Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) afirmou que já se prepara para um possível aumento dos casos de cólera no Haiti, onde neste ano já foram relatados mais de 28,5 mil, devido ao impacto das grandes inundações nas infraestruturas de água e saneamento.

Por sua vez, a Unicef informou hoje que 500 mil crianças vivem nas áreas do Haiti mais abaladas pelo furacão Matthew. E o Escritório de Coordenação Humanitária das Nações Unidas (OCHA) disse que em algumas dessas regiões até 80% da colheita foi perdida.

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