Rússia pedirá ao governo sírio que permita saída da Frente al Nusra de Aleppo

Moscou, 7 out (EFE).- A Rússia disse nesta sexta-feira que está disposta a convencer o regime sírio a permitir a saída dos combatentes armados da antiga Frente al Nusra da cidade de Aleppo, no norte da Síria, segundo o plano proposto ontem pelo enviado especial da ONU para o país árabe, Staffan de Mistura.

"Se a Frente al Nusra se retirar com suas armas para Idlib, onde se encontram suas forças mais importantes, estamos dispostos a apoiar essa ideia para salvar Aleppo, e a pedir ao governo sírio que a aceite", disse Lavrov a uma emissora de televisão russa.

De Mistura se ofereceu ontem para acompanhar pessoalmente os milhares de militantes que estão em Aleppo da Jabhat Fatah al Sham (Frente da Conquista do Levante), antes conhecida como Frente al Nusra, para que deixem a cidade, forçando assim o fim da grande ofensiva governamental.

"Ouvi essas declarações referentes à Frente al Nusra", afirmou o ministro russo que, no entanto, acrescentou que ainda tem "uma dúvida".

"O que vai acontecer com esses combatentes que se afastaram da Frente al Nusra? Se querem sair com suas armas, por favor. Mas se querem ficar na cidade, será necessário acordar separadamente o que fazer com este problema", acrescentou o ministro russo.

Lavrov ressaltou que aqueles que decidirem ficar na cidade após o cumprimento do plano do enviado especial da ONU devem se afastar formalmente da Frente al Nusra.

"Talvez possa se estabelecer que os radicais que não deixarem Aleppo junto com a Frente al Nusra terão que se afastar do grupo, e esse compromisso terá que ser confirmado por escrito", acrescentou o chanceler russo.

"Estou pronto para acompanhá-los em sua saída de Aleppo", disse ontem De Mistura em entrevista coletiva, ao se dirigir aos jihadistas da Frente da Conquista do Levante.

O mediador explicou que se os militantes abandonarem a cidade, o regime sírio e seus aliados russos deverão encerrar sua ofensiva contra a cidade, caso contrário, Aleppo ficaria destruída em dois meses e meio, com milhares de civis mortos.

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