Santos diz que Nobel da Paz é um "mandato" para salvar acordo com as Farc

Bogotá, 7 out (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que o prêmio Nobel da Paz com o qual foi agraciado nesta sexta-feira constitui "um mandato" para levar adiante o acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que foi rejeitado no referendo de domingo.

"Este Prêmio Nobel da Paz chega em um momento muito oportuno porque eu o considero um mandato para encontrar uma solução rápida para este problema, para esta situação que foi gerada com o referendo", disse o chefe de Estado em um ato com defensores do "sim" na consulta popular.

Na sede do Executivo colombiano, o presidente disse que se considera "um otimista" e gosta "das batalhas, de poder chegar ao porto de destino, como o bom marinheiro" que foi.

O Comitê Nobel da Noruega anunciou hoje que o prêmio é um claro apoio à decisão de Santos de convidar todas as partes a participarem de um amplo diálogo nacional para que o processo de paz entre o governo e as Farc não morra, depois que o "não" venceu o referendo.

"O fato de que a maioria dos eleitores dissesse 'não' ao acordo de paz não significa necessariamente que o processo de paz esteja morto. O referendo não foi um voto em favor ou contra a paz", insistiu o Comitê Nobel.

Para Santos, a conjuntura atual gera "uma grande oportunidade" para que o país saia "mais fortalecido nesta busca pela paz, do que estava antes do referendo" e acrescentou que ele "é o primeiro a querer sair logo desta incerteza".

No último dia 2, os colombianos foram às urnas para decidir se apoiavam ou não o acordo de paz assinado pelo governo e as Farc após quase quatro anos de negociações em Havana.

O "não" ao acordo assinado em 26 de setembro em Cartagena venceu com 50,21% dos votos, enquanto o "sim" alcançou 49,78%.

O presidente comentou que a equipe negociadora do governo e os porta-vozes das Farc emitiram um comunicado em Havana "muito positivo", no qual manifestaram sua disposição de fazer "alguns ajustes ao processo" para "tentar fazer com que ele seja implementado o mais rápido possível".

Além disso, os defensores do "sim" também manifestaram na sede do Executivo colombiano seu júbilo pelo reconhecimento alcançado hoje pelo presidente Santos.

"O acordo com as Farc deve ser mantido porque é o melhor acordo possível para a construção da paz na Colômbia", declarou a porta-voz das organizações partidárias do "sim", Diana Gómez.

O encontro contou com a presença da chanceler colombiana, María Ángela Holguín; o ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, e a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, entre outros.

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