Coalizão árabe nega ter bombardeado capital iemenita

Riad, 8 out (EFE).- A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita negou que seus aviões tenham bombardeado neste sábado alvos na capital iemenita, Sana, onde um ataque aéreo feito durante uma cerimônia fúnebre deixou pelo menos 82 pessoas mortas e mais de 500 feridas.

A rede de TV saudita "Al Arabiya" emitiu um breve comunicado da coalizão no qual ela nega ter "efetuado qualquer sobrevoos em Sana" hoje.

Os rebeldes houthis, grupo que a aliança de países árabes e sunitas combate, denunciaram, no entanto, o bombardeio contra a cerimônia em homenagem à mãe do ministro de Interior do governo insurgente, general Jalal Ali al-Rawishan, que morreu recentemente.

O ato acontecia em um salão de eventos do bairro residencial de Al Jamsin, no sul da capital, que foi atingido por quatro bombardeios consecutivos, os dois últimos no momento em que equipes de emergência já tinham começado os trabalhos de evacuação e resgate, conforme relataram testemunhas à Agência Efe.

Uma fonte do movimento rebelde dos houthis, que não quis se identificar, disse à Efe que dirigentes do governo insurgente, que estavam presentes na cerimônia, poderiam estar entre os mortos.

A coalizão árabe começou sua campanha militar no Iêmen em março de 2015 contra os rebeldes e em apoio às forças leais ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, cujo governo é reconhecido internacionalmente. Por diversas vezes, a aliança foi acusada de atacar alvos civis, incluindo hospitais, mas sempre rejeitou categoricamente as críticas de organizações internacionais e de ONGs.

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