Conselho de Segurança da ONU votará hoje 2 textos sobre a Síria

Nações Unidas, 8 out (EFE).- O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) abordará neste sábado a situação na Síria na reunião extraordinária na qual serão votados dois textos diferentes, um promovidos pela França e pelas potências ocidentais e outro pela Rússia.

Os 15 membros do principal órgão de decisões da ONU foram convocados para participar da votação a partir das 14h30 (horário local, 15h30 em Brasília), conforme anunciou a missão russa perante as Nações Unidas, país que tem neste mês a presidência do Conselho.

O primeiro texto é uma proposta de resolução patrocinada conjuntamente por França e Espanha, com o apoio de outras potências ocidentais, que pede um cessar-fogo imediato e "o fim de todos os bombardeios aéreos", com menção especial à cidade de Aleppo. Esse texto, que há dias está sendo negociado, também exige que todas as partes facilitem a distribuição de ajuda humanitária nas áreas sitiadas do país e propõe que sejam reforçados os mecanismos para garantir que o fim das hostilidades seja respeitado.

A Rússia, um dos cinco países que têm direito de veto no Conselho de Segurança, já disse que essa proposta de resolução é "hostil" e "inaceitável" e irá propor hoje um texto alternativo, segundo confirmaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

O embaixador russo perante a ONU, Vitaly Churkin, afirmou ontem em reunião urgente do Conselho que a proposta da França inclui alguns aspectos que são "prejudiciais" e disse que "suspeitava" que só estava sendo promovido para que "a Rússia vete".

Por outro lado, a Rússia quer se concentrar na recente proposta do enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, de se oferecer como "escudo humano" para que os terroristas da Frente al Nusra saiam Aleppo e se dirijam a Idlib. O mediador disse na quinta-feira passada que se os militantes islamitas abandonarem Aleppo, o regime sírio e seus parceiros russos parariam imediatamente os bombardeios e permitiriam a presença de equipes da ONU para verificar a situação e distribuir ajuda humanitária.

Desde o final do cessar-fogo em 19 de setembro, quase 500 civis morreram na região de Aleppo, incluindo 90 menores de idade e 40 mulheres, enquanto 1.200 civis ficaram feridos, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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