Embaixador sírio critica falta de vontade de países para chegar a consenso

Nações Unidas, 8 out (EFE).- Após o fracasso das votações para chegar a uma proposta de resolução da guerra na Síria na reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado e antes de terminar o encontro, o embaixador sírio no organismo, Bashar Jaafari, fez um discurso, mesmo sem a presença dos representantes de vários dos países, que decidiram deixar a sala antes de o início de sua fala.

"Agora, que já foram os que nem sequer querem escutar palavras, lamento que este Conselho não tenha sido capaz de adotar a proposta impulsionada pelo senhor", disse ele se dirigindo ao embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, presidente rotativo do grupo.

Para Jaafari, o que aconteceu hoje na ONU volta a evidenciar "pela enésima vez" que não existe vontade política de muitos países "para combater o terrorismo e apoiar uma solução à crise".

O veto da Rússia à proposta da França foi duramente criticado por organizações como a Human Rights Watch (HRW), que acusou o país de sabotar novamente os esforços que a comunidade internacional está fazendo para conter o que chamou de carnificina de civis em Aleppo.

"Esta votação é um novo lembrete da necessidade urgente de reformar os mecanismos de funcionamento do Conselho para que os países com poder de veto não possam exercê-lo em casos de atrocidades maciças", denunciou a ONG em comunicado.

Os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU se reuniram hoje à tarde para votar duas propostas de resolução do conflito na Síria, uma promovida pela França e pelas potências ocidentais e outra, pela Rússia. Ambos os textos pediam um cessar-fogo imediato e que fosse permitida a distribuição de ajuda humanitária à população civil nas áreas sitiadas.

A principal diferença era que a proposta dos franceses exigia também "o fim de todos os bombardeios aéreos" em Aleppo, enquanto o texto russo enfocava os esforços da ONU para que os terroristas da Frente al Nusra saíssem da cidade.

A Rússia vetou a proposta francesa. Já a ideia defendida pelos russos não obteve os votos suficientes para seguir adiante.

Desde que explodiu a guerra civil na Síria há cinco anos, esta é a quinta vez em que a Rússia exerce esse direito para bloquear um projeto do Conselho de Segurança, mas também é a primeira vez que a China opta pela abstenção em vez de votar contra.

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