EUA revisará apoio à coalizão da Arábia Saudita após massacre no Iêmen

Washington, 8 out (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou neste sábado que revisará seu apoio à coalizão militar liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, após o massacre realizado na capital do país, Sana, onde pelo menos 82 pessoas morreram em um ataque a uma cerimônia fúnebre.

"Estamos muito afetados pelas informações sobre o ataque de hoje contra um velório no Iêmen, que se for confirmado, continuaria a problemática série de ataques contra civis iemenitas", afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price, em comunicado.

"A cooperação de segurança dos EUA com a Arábia Saudita não é um cheque em branco", advertiu Price.

"À luz deste e de outros incidentes recentes, iniciamos uma revisão imediata de nosso apoio, já reduzido de forma significativa, à coalizão de liderança saudita, para nos alinhar com nossos princípios, valores e interesses, incluindo conseguir um fim imediato e durável do trágico conflito do Iêmen", ressaltou.

O assessor do presidente dos EUA, Barack Obama, pediu às partes envolvidas na disputa a "se comprometer publicamente com uma cessação imediata das hostilidades e aplicá-la nos termos do dia 10 de abril passado", data de entrada em vigor de uma trégua.

Pelo menos 82 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas no ataque mais mortífero realizado pelos aviões da coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, que teve como alvo a cerimônia fúnebre da mãe de um ministro do governo dos rebeldes em Sana.

Ghazi Ismail, porta-voz do Ministério da Saúde do governo dos rebeldes houthis (xiitas), contra os quais atua a coalizão militar árabe, anunciou em entrevista coletiva o número de vítimas, que poderia aumentar nas próximas horas.

O bombardeio aconteceu quando cerca de mil pessoas prestavam suas condolências à família do ministro rebelde do Interior, Jalal l Ruishan, em um salão de eventos do bairro residencial de Al Jamsin, no sul de Sana.

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