Rússia veta na ONU proposta de resolução francesa sobre guerra na Síria

Nações Unidas, 8 out (EFE).- A Rússia vetou neste sábado a proposta de resolução sobre a guerra na Síria durante uma votação realizada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. (ONU).

A proposta, promovida por França e Espanha, não passou mesmo recendo 11 votos a favor (França, Estados Unidos e Reino Unido, os outros três com direito de veto, Egito, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Senegal, Espanha, Ucrânia e Uruguai), já que dois países se abstiveram (China e Angola) e dois votaram contra (Rússia e Venezuela).

O texto, o quinto vetado pela Rússia sobre o tema, propunha um cessar-fogo "imediato" na Síria e "o fim de todos os bombardeios aéreos" na cidade de Aleppo. Esta última exigência foi o principal motivo que fez a Rússia declinar, de acordo com o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin.

Após a primeira votação, os representantes dos membros do Conselho estão defendendo suas posições, antes de a votação da segunda proposta de resolução impulsionada pela Rússia.

Antes da primeira votação, França e Espanha defenderam sua proposta de resolução para evitar uma "catástrofe humanitária" em Aleppo e "isolar" os grupos terroristas. Para o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, não apoiar esta proposta representaria na prática "dar um presente insensato aos terroristas" na Síria.

"Está em jogo o destino de Aleppo e, principalmente, a esperança de acabar com uma guerra de consequências catastróficas que põem todos em risco", disse Ayrault.

O ministro acusou o regime de Bashar al Assad e seus parceiros, incluindo a Rússia, de não estar combatendo o terrorismo na Síria, mas sim "estimulando".

Por sua vez, o embaixador espanhol na ONU, Ramon Oyarzun, afirmou que a comunidade internacional não pode dar as costas para a situação "desesperadora" que está acontecendo naquele país.

"Exigimos que os bombardeios aéreos acabem para salvar do desastre uma cidade milenar que corre o risco de terminar arrasada pela brutalidade desta guerra fratricida", denunciou ele.

O embaixador espanhol afirmou que na redação do texto foi feito um "esforço sincero" para incorporar "diferentes pontos de vista", com a ideia central de evitar uma "catástrofe" em Aleppo.

"Acho que estamos perto de conseguir o consenso (...) ainda estamos a tempo de tomar a decisão certa", disse Oyarzun antes da votação.

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