Chega a 140 número de mortos em bombardeio de coalizão árabe no Iêmen

Sana, 9 out (EFE).- O número de mortos no bombardeio lançado no sábado por aviões da coalizão árabe comandada pela Arábia Saudita no Iêmen contra o funeral da mãe de um ministro do governo rebelde houthi chegou a 140 pessoas, segundo a ONU.

O coordenador para Assuntos Humanitários das Nações Unidas no Iêmen, Jamie McGoldrick, disse em comunicado que o ataque causou, além disso, 525 feridos.

O bombardeio aconteceu quando cerca de mil pessoas prestavam suas condolências à família do ministro rebelde do Interior, Jalal al Ruishan, em um salão de eventos do bairro residencial de Al Yamsin, no sul de Sana.

McGoldick solicitou a abertura de uma investigação sobre o ocorrido e lembrou às partes que as leis internacionais as obrigam a proteger os civis e as infraestruturas civis em situações de guerra.

Após o massacre, o governo dos Estados Unidos anunciou que revisará seu apoio à coalizão militar liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, e o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price, advertiu que "a cooperação de segurança dos EUA com a Arábia Saudita não é um cheque em branco".

O conflito no Iêmen explodiu quando os rebeldes xiitas ocuparam em setembro de 2014 a capital e outras províncias do norte e centro do país, após o que o governo iemenita se transferiu para a cidade de Áden, no sul do país.

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