Ex-presidente iemenita Abdullah Saleh pede vingança após massacre de Sana

Sana, 9 out (EFE).- O ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, aliado dos rebeldes houthis, pediu neste domingo vingança contra a Arábia Saudita após o bombardeio de sábado na capital Sana, que deixou mais de 140 mortos e 50 feridos, pelo qual responsabiliza a coalizão árabe comandada por Riad.

Em discurso televisionado, Saleh insistiu que seus seguidores "tomem as armas" e se dirijam às fronteiras da Arábia Saudita para lutar.

O ex-presidente pediu aos Ministérios de Defesa e Interior e ao chefe do Estado-Maior que tomem as medidas necessárias para receber os combatentes nas frentes de Niyran, Yizan e Agarrar, fronteiriços com a Arábia Saudita.

"Os combatentes cumprirão com seu dever, se vingarão" e responderão com o dobro da força", declarou.

Além disso, pediu à comunidade internacional que intervenha para deter a guerra no Iêmen.

"Peço à comunidade internacional que assuma sua responsabilidade pelos massacres que ocorrem no Iêmen", acrescentou.

Pelo menos 140 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas no bombardeio contra uma casa de cerimônias no bairro de Al Jamsin de Sana, onde se realizava o funeral da mãe do ministro do Interior do governo dos rebeldes houthis, Jalal al Ruishan.

Saleh também comentou que "a condenação não é suficiente, é preciso a tomada de decisões rígidas para conter esta agressão brutal", e advertiu que denunciará "o regime (da Arábia Saudita) e quem se unir a ele, cedo ou tarde, aos tribunais internacionais". EFE

ja/vnm

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