Presidente dominicano vai ao Haiti e promete ajuda para vítimas do furacão

Santo Domingo, 9 out (EFE).- O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, atravessou a fronteira neste domingo e visitou o Haiti, país vizinho e severamente afetado pela passagem do furacão Matthew nesta semana, onde ofereceu ajuda às vítimas, informou o gabinete da presidência dominicana em comunicado.

Medina, que não tinha anunciado a viagem, se reuniu com o presidente haitiano, Jocelerme Privert, cujo governo remeterá um documento ao Executivo da República Dominicana sobre as necessidades mais urgentes para ser analisado amanhã durante uma reunião de Medina com seus ministros.

De acordo com o porta-voz da presidência dominicana, Roberto Rodríguez Marchena, o pedido mais urgente é de equipamentos pesados, madeira e zinco, mas autores da solicitação "farão o pedido formalmente no documento que será enviado hoje" ao ministro Administrativo da presidência, José Ramón Peralta, que acompanhou Medina na viagem. No encontro também estiveram presentes os ministros de ambos os países, assim como legisladores e empresários haitianos.

Após a reunião, ambos os presidentes ofereceram uma entrevista coletiva e Medina ressaltou que "agora é preciso estender a mão solidária aos que foram atingidos pelo furacão".

"Estaremos dando nosso incentivo ao povo haitiano. É possível levantar e levantar rápido", garantiu o chefe de Estado.

Na passagem pelo Haiti, o furacão Matthew causou devastadores estragos que ainda estão sendo avaliados, já que muitas das áreas mais afetadas continuam sem acesso e a prioridade do governo é chegar a esses locais. Com isso, os números de vítimas dados pelo governo federal e pelas autoridades locais são conflitantes, o que faz com que o balanço de prejuízos seja lento.

A Defesa Civil não atualizou o saldo de vítimas hoje. Até ontem o total era de 336 mortos, quatro desaparecidos, 211 feridos e 61.537 pessoas em albergues. Fontes de organismos de socorro e autoridades locais, no entanto, asseguravam na sexta-feira que o país tinha mais de 800 falecidos.

Uma das principais preocupações das agências humanitárias é um aumento nos casos de cólera, epidemia que afetou o Haiti após o terremoto de 2010.

Desde outubro daquele ano, o Haiti reportou mais de 790 mil casos de cólera com mais de 9.300 mortes, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). De acordo com esse organismo, no auge, em 2011, a doença chegou registrar uma média de 6.766 casos por semana. Após se propagar no Haiti, a cólera reapareceu em 2011 na República Dominicana, onde deixou centenas de mortos.

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