Rússia diz que vetou resolução francesa porque protegia grupo jihadista

Moscou, 9 out (EFE).- Rússia afirmou neste domingo que vetou no Conselho de Segurança da ONU a resolução francesa para um cessar-fogo na Síria porque culpava apenas o regime sírio pela tensão e tentava proteger o grupo jihadista Frente al Nusra, atualmente denominado Frente para a Conquista do Levante.

"Esse texto manipulava a situação de maneira flagrante e tinha um caráter politizado, desequilibrado e unilateral. Toda a culpa da tensão na Síria recaía de maneira infundada sobre as autoridades do país", informou a chancelaria russa em comunicado.

A pasta alega que o texto "tentava abertamente proibir os voos da aviação sobre Aleppo, garantindo a cobertura aos terroristas da Frente al Nusra apesar das obrigações dos países-membros da ONU de lutar contra a ameaça terrorista com todos os meios possíveis".

A nota oficial critica o texto por ignorar "o fato de que a crise humanitária em Aleppo foi provocada de maneira artificial quando em agosto e setembro os guerrilheiros se negaram a permitir a passagem dos comboios".

Segundo a Rússia, "a proposta de resolução francesa também não contemplou a importância de retomar o mais rápido possível o processo político sírio que é sabotado pelos próprios opositores respaldados pelo Ocidente".

A chancelaria destaca que antes da votação da noite de sábado a delegação russa propôs "mudanças construtivas" sobre a separação de terroristas e a oposição armada, e a reabertura da estrada de Castello por parte dos grupos armados.

"Os coautores do projeto francês não foram capazes de mostrar sabedoria política", ressaltou.

A Rússia lamentou o dano causado aos esforços para solucionar o conflito sírio, mas insiste em encontrar uma regulação política através do diálogo que permita aos sírios decidir seu futuro "sem ingerência exterior".

O embaixador russo perante a ONU vetou no sábado a proposta de resolução impulsionada por França e Espanha que incluía o fim dos bombardeios aéreos em Aleppo. Depois, o Conselho de Segurança também rejeitou o projeto russo.

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