Uribe volta a pedir reformulação de acordo de paz com Farc

Bogotá, 9 out (EFE).- O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe reiterou neste domingo sua proposta para modificar o acordo de paz assinado entre o governo e as Farc, depois que a opção de "não" foi a mais votada para o texto proposto no referendo de domingo passado.

Em comunicado intitulado "Votamos Não, seguimos pela paz. Urgência e Paciência", Uribe insistiu na "reclusão, como pena privativa de liberdade", de cinco a oito anos para os guerrilheiros, mas esclareceu que esta opção deve ser cumprida "em lugares alternativos, como fazendas agrícolas".

Segundo ele, isso seria feito com o intuito de evitar "a impunidade total dos maiores responsáveis de crimes atrozes", já que não castigar geraria um "mau exemplo, criador de novas violências, além de provocar incerteza jurídica".

Depois de o "não" vencer com 50,21% dos votos no último dia 2, na quarta-feira passada Uribe participou da primeira reunião com o presidente colombiano, Juan Mnuel Santo, e depois pediu para que a comunidade internacional acompanhasse a "nova etapa" vivida pelo país.

Na proposta deste domingo, Uribe também disse que os "privilégios" dados ao partido político que os integrantes das Farc querem criar e a elegibilidade de guerrilheiros para cargos públicos deve ser "excluída" do acordo ou "repensada".

Por fim, ele pediu para que as discussões sobre a modificação do texto final pactuado com a insurgência "sejam públicas para evitar tergiversações".

Amanhã, será realizada uma nova reunião em Bogotá entre membros do governo nacional e defensores do "não".

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